Thursday, January 31, 2013

HCA 2005 : Novos Contos




Portrait of Hans Christian Andersen | Karl Hartmann
foto: Archivo Iconografico/ Corbis

A Princesa e o Tratador de Cavalos *

Era uma vez quatro personagens que viviam no reino da Dinamarca. O rei Astrojax, a Rainha Mãe, sua filha Fitocinderela, a mais bela donzela do reino. A família real vivia no castelo de Hindsgavl



A princesa Fitocinderela era muito bonita, mas infelizmente, como era da tradição, já tinha casamento marcado com o Barão Serpentão. Está bom de ver que a princesa não queria casar com o Barão, dado que ele era um homem velho. Além disso, o seu grande amor chamava-se Buziomax, o tratador de cavalos.


O rei decidiu então marcar o faustoso jantar de noivado para a filha conhecer melhor o seu pretendente. A princesa recusava-se a comparecer, mas o rei seu  pai exigiu a sua presença. O rei Astrojax, só pensava na fortuna que sua filha iria ter se casasse com o velho barão. Não pensava sequer na felicidade da menina, sua filha.



Na manhã que antecedia o jantar, as aias da princesa repararam que a mesma não tinha dormido em casa e avisaram o Rei. Este ordenou de imediato aos guardas que procurassem por todo o reino a sua filha. Nesse instante, apareceu um guarda muito aflito, que anunciou quase gaguejava:


- Majestade, Buziomax, o tratador de cavalos de Vossa Alteza Real não se encontra no estábulo e consta que se ausentou do reino.  O cavalo da Princesa Fitocinderela não se encontra nos estábulos, bem como burro do tratador  Buziomax.

O rei ficou muito preocupado. Mas a sua preocupação transformou-se em fúria quando soube que sua filha Fitocinderela estava enamorada do tratador de cavalos. Exigida a presença das aias da princesa no salão principal do castelo, depois de interrogadas pelo Rei, as aias acabaram por confessar o segredo da princesa.

As buscas começaram, mas mantiveram-se infrutíferas! Nenhum sinal da princesa ou do seu enamorado, o  tratador de cavalos.

Até que um dia apareceu no castelo um mensageiro, que soubera do desaparecimento da princesa. Afirmava ter visto a princesa e o tratador de cavalos na  pequena cidade de Odense. 

O rei preocupado, já que a data do casamento se aproximava e o sigilo do desaparecimento da princesa se mantinha para não desanimar o noivo, o barão Serpentão, enviou os seus guardas a Odense para procurar os fugitivos. Os guardas encontraram a princesa e o tratador de cavalos que foram obrigados a voltar para o castelo de Hindsgavl.

A princesa Fitoconderela ajoelhou-se a chorar aos pés do rei seu pai, rogando-lhe para que a deixasse casar com o homem que o seu coração escolhera.

O rei ficou muito comovido com a tristeza de sua filha. Retirou-se então para os aposentos reais e com a Rainha Mãe debateu o assunto. Custava-lhe muito ver desaparecer a fortuna do barão que gostaria de juntar à sua, mas depois de uma longa conversa, ouvindo as palavras de apelo aos sentimentos de sua filha que a Rainha mãe não se cansava de repetir, chegou à conclusão que o mais importante era mesmo a felicidade da sua filha, e não o dinheiro que ele poderia obter com o casamento da princesa com o velho Barão Serpentão.

Aí sim, fez anunciar ao pretendente da princesa Fitocinderela que o casamento já não se realizaria e mandou espalhar pelo reino a notícia do noivado da princesa com o tratador de cavalos.

A cerimónia realizou-se com grande júbilo de todos os súbditos pela felicidade da princesa e pela aceitação de um plebeu como genro do Rei. Fizeram-se grandes festas durante mais do que uma semana.

Desde esse dia, os enamorados viveram felizes para sempre. E ainda hoje se conta no reino da Dinamarca a história dos dois jovens que casaram por amor, vencendo as barreiras sociais!


Carla Brito, Tiago Castro
Marta Xavier, Vítor Ferreira


Turmas E e G | 6º Ano


Junho 2005

Proibida a reprodução de textos dos alunos.




Stamps HCA 2005

* Aulas curriculares de Língua Portuguesa, técnicas de escrita criativa - criação de contos inspirados em Hans Christian Andersen 2005


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31,01.2013
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 Proibida a reprodução de textos dos alunos.



Friday, January 25, 2013

Semana Earth & Space 2005






Earth & Space Week 2005: Celebrating our planet while reaching for the stars

A semana Earth & Space (12 – 20 Fevereiro 2005) foi uma iniciativa da Comissão Europeia e da Agência Europeia Espacial (ESA) que visava  salientar a importância da Observação da Terra (EO) e do Espaço na melhoria da qualidade de vida do nosso planeta. 

Earth and Space Week 2005 is being organised by the European Commission in collaboration with the European Space Agency.

A semana incluia actividades culturais, lúdicas e educativas, uma grande exposição pública e outros eventos de grande destaque.





Concurso para jovens
Uma bandeira para o planeta Terra


Criatividade e visão do futuro do nosso planeta são a essência da competição para jovens da Semana Earth & Space. O desafio é. Desenhar uma “ bandeira para o Planeta Terra”.

Na área curricular não disciplinar
Formação Cívica foi lançado o desafio aos alunos da turma E do 6º Ano para a integração neste projecto escolar europeu. Debateram-se valores como Solidariedade, Tolerância, Igualdade, Paz.







O tempo era escasso, mas quatro alunos, o António, a Inês, a Marta e a Nádia aceitaram o desafio:


Desenhar uma bandeira para o Planeta Terra. 

A ideia era diferente! E a vontade de levar o nome da escola a outras paragens convenceu-os a vencer as barreiras.



Flag for Earth winner
ages 15 to 19


Não foram premiados, mas não era o objectivo, já que tiveram muito pouco tempo para preparar a sua participação.

Sentiram-se orgulhosos de ver seus trabalhos publicados no sítio web oficiial (já desactivado). 

Uma alegria verem-se na galeria dos dos jovens visionários europeus do Espaço.

Listagem de alunos concorrentes:


António Archer - 11 anos
Inês Xavier - 11 anos
Marta Xavier - 11 anos
Nádia Ferreira -11 anos



Os nossos agradecimentos a Chris Coakley (coordenador europeu para as escolas) 


Janeiro 2005



Earth & Space Week 2005: Celebrating our planet while reaching for the stars

http://cordis.europa.eu/press-service/20050106.htm

G-Souto

24.04.2013
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Saturday, January 5, 2013

Antigo Palácio de Cristal : história




Jardins do antigo Palácio de Cristal
Porto | Portugal

 
O Palácio de Cristal, jardins onde se situa o Pavilhão Rosa Mota é um dos espaços mais bonitos da cidade do Porto.


Falar do Palácio de Cristal é abrir uma porta do passado. Recordar a sua primitiva construção que não teve, nem tem relação alguma com a actual.



Palácio de Cristal | Exposição Internacional
Fotografia: C. Rocha
Revista O OCcidente (1879)

Inicialmente, a construção do edifício do Palácio de Cristal destinava-se à realização de exposições industriais, agrícolas e artísticas.

O edifício, inaugurado a 3 de Setembro de 1865 por el-rei D Luís (irmão de D. Pedro), era constituído por um grandioso edifício de granito, ferro e vidro, orçamentada em 108 contos. 

Media 150 metros de cumprimento por 72 metros de largura e era dividido em três naves. 

Ao fundo da nave central erguia-se um magnifico orgão, justamente considerado como um dos melhores do mundo e cujo destino se desconhece.

Palácio de Cristal foi ainda um importante espaço de cultura, e o órgão de tubos era dos maiores do mundo. Foi nesse palácio que se realizaram importantes concertos do compositor Viana da Mota ou da virtuosa violoncelista Guilhermina Suggia.


Palácio de Cristal | Porto, Portugal


A Nave


A 18 de Setembro de 1865 é realizada a  grande Exposição Internacional Portuguesa em que participaram mais de 3000 expositores nacionais e estrangeiros entre outros, franceses, alemães, britânicos, belgas, brasileiros, espanhóis, dinamarqueses e representantes dos Estados Unidos, Japão, Turquia, Rússia e Holanda. 

Depois desta, realizou-se a Exposição da Rosas (
1879) e a Exposição Agrícola  (1903) e a
Exposição Colonial (1934)

O Palácio de Cristal foi ainda um importante espaço de cultura, contendo um órgão de tubos que era dos maiores do mundo. Foi neste palácio que se realizaram importantes concertos do compositor Viana da Mota ou da violoncelista Guilhermina Suggia, virtuose conceituada a nível mundial.


Mas em 1933, a Câmara Municipal comprou o Palácio de Cristal e os seus terrenos e por deliberação da mesma, e com forte contestação dos portuenses, o edifício de 'Cristal' foi demolido em Dezembro de 1951, dando lugar a um Pavilhão dos Desportos que iria permitir a realização dos Campeonatos Mundial e Europeu de Hóquei em Patins, em 1952. 








Jardim das Rosas | Palácio de Cristal

A localização destes jardins sobre o rio Douro dá-lhe o poder de dominar um vasto horizonte que abrange parte da cidade do Porto e da vizinha cidade de Gaia (na outra margem do rio).

Esta magnífica vista panorâmica sobre o rio Douro estende-se da Ribeira até à Foz do Douro.

História

O Palácio de Cristal foi destruído em 1951, tendo sido erguido no seu lugar uma deselegante nave de betão armado. Esta nave continua hoje a ser chamada erroneamente de 'Palácio de Cristal', mas tal apenas se refere aos jardins do que restar do antigo palácio.



Pavilhão Rosa Mota
Jardins Palácio de Cristal
https://detrolhaaengenheiro.wordpress.com/

Nesta incaracterística calote semi-esférica de betão se realizou e1952, ainda com a abóbada incompleta,  o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, em que Portugal saíu vencedor.

Consagrado como  'Pavilhão de Desportos', foi rebaptizado com o nome de Rosa Mota (1990) em homenagem a uma das mais ilustres atletas portuenses.

Está em obras de requalificação que deverão dar-se por concluídas em 2013.

Os Jardins

O pavilhão está rodeado de belíssimos jardins, que possuem grande variedade de plantas, canteiros  de flores, e árvores centenárias como palmeiras, plátanos e tílias. São dignas de realce as longas avenidas da entrada ladeadas de plátanos e tílias.

Possui ainda um lago com a sua pequena ilha, múltiplos recantos verdejantes, miradouros, grutas artificiais.



Capela Rei Carlos Alberto | Palácio de Cristal


Ao fundo da Avenida das Tílias, encontra-se a capela que a princesa de Montléart mandou erguer em homenagem ao seu irmão, o Rei Carlos Alberto de Sabóia que viveu exilado no Porto. A capela de granito, apresenta linhas e adornos de influência italiana.


Inês Gil, 11 anos, 6C

19.01.07


*Nota: Este post fez parte de um projecto de introdução de ITC no currículo de Língua Portuguesa com alunos de 6º ano que levou à publicação de um blogue (2006-2007). 

As actividades da elaboração do blogue foram desenvolvidas em tempo lectivo. O blogue fez parte de um projecto de intercâmbio entre escolas europeias. O blogue foi descontinuado. Recuperados alguns dos temas mais interessantes.

actualizado em Janeiro 2013
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Palácio de Cristal | Porto

O Ocidente: Revista de Portugal e do Estrangeiro (digitalizada)

Tuesday, January 1, 2013

Sophia de Mello Breyner Andresen




Sophia de Mello Breyner Andresen
créditos: Botelho

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto em 6 de Novembro de 1919. Foi nessa cidade e na Praia da Granja que passou a sua infância e juventude. Frequentou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, mas não chegou a terminar o curso. Morreu em Lisboa em 2004.

Foi mãe de cinco filhos que a motivaram a escrever contos infantis. Miguel de Sousa Tavares, escritor seguiu os passos da mãe e Pedro Sousa Tavares completou  o conto que sua avó deixou incompleto e foi recentemente publicado.

Obras poéticas:

Poesia (1944), Dia do Mar (1947), Coral, (1950), No Tempo Dividido, (1954), Mar Novo (1958), Livro Sexto (1962) Geografia (1967), Dual (1972), Nome das Coisas (1977), Musa (1994).

Obras narrativas:

O Cavaleiro da Dinamarca, Contos Exemplares, Histórias da Terra e do Mar, A Floresta, A Menina do Mar, O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana, entre muitas outras.

Parte de sua obra literária encontra-se traduzida em França, Itália e nos Estados Unidos.




Sophia M.B. Andresen
créditos: autor não identificado

Em 1994 recebeu o Prémio Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores e, no ano seguinte, o Prémio Petrarca, da Associação de Editores Italianos. 

O seu valor, como poetisa e figura da cultura portuguesa, foi também reconhecido através da atribuição do Prémio Camões, em 1999. 


Em 2001, foi distinguida com o Prémio Max Jacob de Poesia, num ano em que o prémio foi excepcionalmente alargado a poetas de língua estrangeira. 




A Menina do Mar
Sophia de Mello Breyner Andresen
https://www.fnac.pt/
"Em Setembro veio o equinócio. Vieram marés vivas, ventanias, nevoeiros, chuvas, temporais. As marés altas varriam a praia e subiam até à duna.

Certa noite, as ondas gritaram tanto, uivaram tanto, bateram e quebraram-se com tanta força na praia, que, no seu quarto caiado da casa branca, o rapazinho  esteve até altas horas sem dormir. As portadas das janelas batiam. 

As madeiras do chão estalavam como madeiras de mastros. Parecia que as ondas iam cercar a casa e que o mar ia devorar o Mundo. E o rapazito pensava que, lá fora, na escuridão da noite, se travava uma imensa batalha em que o mar, o céu e o vento se combatiam. Mas por fim, cansado de escutar, adormeceu embalado pelo temporal."

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Menina do Mar, 

Figueirinhas (excerto)


Os Ciganos 
Sophia Mello Breyner & Pedro Sousa Tavares
Ilustração: Danuta Wojciechowska
https://www.fnac.pt/
Os Ciganos teve início no fragmento de um conto de Sophia de Mello Breyner Andresen localizado no seu espólio na Primavera de 2009. O conto encontrava-se inacabado e Pedro Sousa Tavares, jornalista e neto da escritora, assumiu a responsabilidade de continuar a história.

Sinopse: "Ruy vive numa casa com demasiadas regras e muitas rotinas. Um dia, é surpreendido pelo rataplã de um tambor que o desafia a saltar o muro do jardim e a percorrer os campos ao encontro de um acampamento de ciganos. Com eles acaba por ficar e, inspirado pelo espírito indomado de Gela, descobre o prazer de sentir o chão debaixo dos pés, experimentando, enfim, a liberdade pela qual sempre suspirou." Uma história sobre o irresistível apelo da liberdade e sobre a descoberta do outro e suas diferenças.
 
Desde Outubro 2012 que a obra em prosa de Sophia M. Breyner Andresen está a ser publicada pela Porto Editora.
 
Para assinalar o 93º aniversário do nascimento da autora, vão ser publicados A Fada Oriana, A Menina do Mar e Quatro Contos Dispersos. 
 
Paralelamente, vai ser colocada on-line uma página dedicada à poetisa. 
O Colar, teatro
 Sophia M. Breyner
Ainda este ano chega às livrarias a peça O Colar, datada de 2001 (Figueirinhas), que faz parte do Plano Nacional de Leitura,6º ano.

Sinopse:

"A juventude é cheia de ignorância, de sonhos, de loucuras, e qualquer suspiro ou brisa a perturba. É cheia de paixões perigosas e de ilusões arrogantes. Estas são palavras do tutor da Vanina, a jovem veneziana que se alimenta dos próprios sonhos até ser despertada…"
O Colar é uma peça de teatro que tem como cenário a cidade de Veneza e apresenta a história da jovem Vanina, que se apaixona por Pietro, um fidalgo arruinado que ganha a vida a (en)cantar pelos canais da cidade. 

A partir do primeiro semestre de 2013, estão previstas novas edições de A Árvore.
A Floresta, O Rapaz de Bronze, As histórias da terra e do mar e Contos Exemplares


A primeira obra de Sophia publicada por esta editora, foi o conto inédito inacabado Os Ciganos, que o neto, Pedro Sousa Tavares, concluiu.


Inês Gil, 12 anos, 6C
Cláudia Carneiro, 11 anos 6C
 
13.06.2007

*Nota: Este post fez parte de um projecto de introdução das ITC no currículo de Língua Portuguesa com alunos de 6º ano e que levou à produção e publicação de um blogue (2006-2007). 

As actividades de produção de posts para esse blogue foram desenvolvidas em tempo lectivo. 

O blogue fez parte de um projecto de intercâmbio entre escolas europeias. 

Mais tarde, o blogue foi descontinuado. Recuperados alguns dos temas mais interessantes passarão a constar aqui.
 
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