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Sunday, February 10, 2013

HCA - Novos Contos III




Hans Christian Andresen
 Christian Albrecht Jensen, 1836
http://upload.wikimedia.org/


De volta ao tempo dos castelos*


Era uma vez quatro personagens que viviam no reino da Dinamarca. O rei Astrojax, a Rainha Mãe, sua filha Fitocinderela, a mais bela donzela do reino. A família real vivia no castelo de Hindsgavl



A princesa Fitocinderela era muito bonita, mas infelizmente, como era da tradição, já tinha casamento marcado com o Barão Serpentão. Está bom de ver que a princesa não queria casar com o Barão, dado que ele era um homem velho. Além disso, o seu grande amor chamava-se Buziomax, o tratador de cavalos.

Certo dia, o rei marcou o jantar de noivado para a filha conhecer o seu pretendente. A princesa não queria comparecer, mas o rei exigiu, já que só pensava no sucesso e no dinheiro que sua filha iria ter se casasse com o velho barão. Não pensava na felicidade da menina, sua filha.


Na manhã que antecedia o jantar, as aias da princesa repararam que a mesma não tinha dormido em casa e avisaram o Rei. Este mandou de imediato os guardas à procura da sua filha. Passados uns minutos, apareceu um guarda muito aflito, quase gaguejava ao dizer:

- Buziomax, o tratador de cavalos de Vossa Alteza Real não se encontra no estábulo nem no reino e o cavalo da Princesa Fitocinderela desapareceu, bem como burro do Buziomax.

O rei ficou muito preocupado, mas essa preocupação transformou-se em fúria quando soube que a sua filha, a princesa Fitocinderela estava enamorada pelo tratador de cavalos, segundo lhe confessaram as aias da princesa, depois do Rei exigir a presença delas na salão principal do castelo.

As buscas continuaram. Mas mantinham-se infrutíferas! Nenhum sinal da princesa ou do seu enamorado tratador de cavalos.

Até que um dia apareceu no castelo um mensageiro, que soubera do desaparecimento da princesa. Afirmava ter visto a princesa e o tratador de cavalos na Floresta de Jutlândia. 

O rei preocupado com a data do casamento, pois só faltava uma semana para a realização do mesmo, mandou os seus guardas para floresta procurar os fugitivos. Os guardas encontraram os dois muito bem de saúde e trouxeram-nos de volta ao reino.

A princesa Fitoconderela ajoelhou-se aos pés de seu pai o Rei e pediu-lhe muito para que a deixasse casar com o homem que oseu coração amava.

O rei retirou-se com a Rainha Mãe e depois de uma longa conversa, chegou à conclusão que o mais importante era mesmo a felicidade da sua filha e não o sucesso e o dinheiro que ela poderia obter pelo casamento com o velho Barão Serpentão.

Deste modo, foi anunciado o noivado da princesa com o tratador de cavalos do reino que se realizou no dia previsto, com grande alegria dos súbditos e felicidade dos noivos.

Desde esse dia, viveram felizes para sempre. E ainda hoje se conta no reino a história dos dois jovens que casaram por amor, vencendo as barreiras sociais!

Carla Brito | Tiago Castro
Marta Xavier | Vítor Ferreira

Turmas 6ª ano E |G

Proibida a reprodução de textos dos alunos.



Hindsgavl Caslte | Denmark

* Aulas curriculares de Língua Portuguesa, técnicas de escrita criativa - criação de contos inspirados em Hans Christian Andersen 2005

Junho 2005

G-Souto

10.02.2013
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Saturday, February 2, 2013

HCA 2005 - Novos Contos II







Uma viagem às Ilhas Fyn*



- Finalmente estou de férias! – pensou Sofia, com uma enorme alegria.



Dentro em breve, iria fazer uma viagem de sonho a bordo do “Queen Mary II”, num cruzeiro às Ilhas Fyn, na Dinamarca. Era um presente dos pais por ter tido boas notas nos exames finais. Prometera à mãe que faria um relato de toda a viagem. A mãe até lhe ofereceu um diário.

De certeza que iria ter muitas saudades dos pais. No entanto, a excitação não a deixava ficar triste.

O barco já estava no cais. Era enorme, parecia o “Titanic”! Sofia despediu-se dos pais e uma lágrima teimosa deslizou pela sua face. Tinha 17 anos, raramente se afastara deles. Não estava a ser fácil!

- Até breve querida, porta-te bem! – acenou-lhe a mãe, do cais.

Ao voltar-se, Sofia, viu um grupo de jovens da sua idade. Estavam muito animados, cantavam e riam. Quem lhe dera fazer parte daquele grupo! Era horrível estar sozinha! – pensou. Sentiu vontade de se aproximar deles e perguntar: 

- “Posso conhecer-vos”? Mas, faltou-lhe coragem para o fazer.

Parecendo adivinhar os seus pensamentos, um dos jovens começou a falar com ela:

- Olá, chamo-me Pedro, e tu como te chamas?

- Chamo-me Sofia - respondeu, com um grande sorriso. Já se sentia menos só!
Pedro apresentou-lhe o resto do grupo: a Marta, o João, a Catarina, o Tiago e a Joana. Pareciam todos muito simpáticos, e divertidos!

Pedro explicou-lhe então que estavam a fazer uma viagem de fim de curso. Tinham terminado o 12º ano, com excelentes notas e os pais tinham-nos premiado com aquela fabulosa viagem.

Sofia pediu ajuda aos seus novos amigos para encontrar o seu camarote. Tinha o número 304. Não sabia para que lado se havia de dirigir.

- O meu é precisamente ao lado do teu, disse-lhe Pedro, é o 303. Vem comigo!

Engraçado! Acabava de os conhecer e, no entanto, parecia que já se conheciam há muito, muito tempo!!

Todos os dias, Sofia ia anotando no seu diário pormenores da sua viagem.

Quando chegaram à Dinamarca, as ilhas Fyn eram lindíssimas! A água do mar era muito límpida, parecia um espelho, de tal forma que, de vez em quando, aparecia um peixe. E viam-se as estrelas do mar reflectidas nas noites de luar.

Uma tarde, estavam todos a conversar, quando de repente a Catarina, os chamou muito aflita:

- Ei! Ei! enham cá depressa! Corram, rápido!!

Precipitaram-se todos em direcção à Catarina. Nem acreditaram no que viram! Parecia mesmo um sonho! Um grupo de golfinhos, em pleno mar do Norte, já fora do seu habitat, o oceano Atlântico, davam saltos e emitiam sons de contentamento. Pareciam muito felizes por comunicar com pessoas e eram imensamente brincalhões!

- São lindos! - exclamou Pedro.

- Nem acredito! suspirou Sofia. Nunca pensei que algum dia teria a oportunidade de ver golfinhos a brincar livremente, no mar! 

Era simplesmente maravilhoso! Depois, os golfinhos lá se afastaram, nadando em direcção ao habitat natural.

Os dias foram passando, depressa de mais, na opinião de Sofia. E sábado chegou! O último dia do cruzeiro!

Sofia sentia saudades dos pais, é verdade! Assim, estava ansiosa por voltar a abraçá-los. Mas, por outro lado, sentia-se muito triste, porque iria deixar os seus novos amigos tão divertidos e com quem tinha partilhado momentos únicos.



Iria sentir saudades, sobretudo de um deles... Pedro! Era um amigo especial! Junto dele sentia-se tão feliz! Nesse dia, notou que também Pedro estava mais calado do que o habitual, parecia até um pouco tristonho.


Pedro, adivinhando o seu olhar, chamou-a:

- Sofia, anda cá! Tenho uma surpresa para ti! Espero que gostes!

Retirou do bolso um pequeno embrulho e deu-lho. - O que seria?! - pensou Sofia com curiosidade. Sentia o coração aos pulos, as mãos a tremer, e desembrulhou rapidamente a prenda. Dentro de uma caixinha estava um lindo colar feito com conchas do mar que Pedro comprara, numa das saídas do barco, sem que ela tivesse reparado.

- Oh! Pedro! Tão lindo! - exclamou Sofia, emocionada.

- Gostas?! É para ti, para que nunca te esqueças de mim e dos momentos que passámos juntos.

Sofia olhou-o nos olhos, e abraçou-o feliz!

No diário que a mãe leria, Sofia não anotaria este momento delicioso! Entendem, não é?!


Ana Catarina Crespo | Joana Pereira
António Archer | Pedro Reis

Turmas E e G | 6º Ano

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* Aulas curriculares de Língua Portuguesa, técnicas de escrita criativa - criação de contos inspirados em Hans Christian Andersen 2005

Junho 2005

G-Souto

02,02.2013
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Thursday, January 31, 2013

HCA 2005 : Novos Contos




Portrait of Hans Christian Andersen | Karl Hartmann
foto: Archivo Iconografico/ Corbis

A Princesa e o Tratador de Cavalos *

Era uma vez quatro personagens que viviam no reino da Dinamarca. O rei Astrojax, a Rainha Mãe, sua filha Fitocinderela, a mais bela donzela do reino. A família real vivia no castelo de Hindsgavl



A princesa Fitocinderela era muito bonita, mas infelizmente, como era da tradição, já tinha casamento marcado com o Barão Serpentão. Está bom de ver que a princesa não queria casar com o Barão, dado que ele era um homem velho. Além disso, o seu grande amor chamava-se Buziomax, o tratador de cavalos.


O rei decidiu então marcar o faustoso jantar de noivado para a filha conhecer melhor o seu pretendente. A princesa recusava-se a comparecer, mas o rei seu  pai exigiu a sua presença. O rei Astrojax, só pensava na fortuna que sua filha iria ter se casasse com o velho barão. Não pensava sequer na felicidade da menina, sua filha.



Na manhã que antecedia o jantar, as aias da princesa repararam que a mesma não tinha dormido em casa e avisaram o Rei. Este ordenou de imediato aos guardas que procurassem por todo o reino a sua filha. Nesse instante, apareceu um guarda muito aflito, que anunciou quase gaguejava:


- Majestade, Buziomax, o tratador de cavalos de Vossa Alteza Real não se encontra no estábulo e consta que se ausentou do reino.  O cavalo da Princesa Fitocinderela não se encontra nos estábulos, bem como burro do tratador  Buziomax.

O rei ficou muito preocupado. Mas a sua preocupação transformou-se em fúria quando soube que sua filha Fitocinderela estava enamorada do tratador de cavalos. Exigida a presença das aias da princesa no salão principal do castelo, depois de interrogadas pelo Rei, as aias acabaram por confessar o segredo da princesa.

As buscas começaram, mas mantiveram-se infrutíferas! Nenhum sinal da princesa ou do seu enamorado, o  tratador de cavalos.

Até que um dia apareceu no castelo um mensageiro, que soubera do desaparecimento da princesa. Afirmava ter visto a princesa e o tratador de cavalos na  pequena cidade de Odense. 

O rei preocupado, já que a data do casamento se aproximava e o sigilo do desaparecimento da princesa se mantinha para não desanimar o noivo, o barão Serpentão, enviou os seus guardas a Odense para procurar os fugitivos. Os guardas encontraram a princesa e o tratador de cavalos que foram obrigados a voltar para o castelo de Hindsgavl.

A princesa Fitoconderela ajoelhou-se a chorar aos pés do rei seu pai, rogando-lhe para que a deixasse casar com o homem que o seu coração escolhera.

O rei ficou muito comovido com a tristeza de sua filha. Retirou-se então para os aposentos reais e com a Rainha Mãe debateu o assunto. Custava-lhe muito ver desaparecer a fortuna do barão que gostaria de juntar à sua, mas depois de uma longa conversa, ouvindo as palavras de apelo aos sentimentos de sua filha que a Rainha mãe não se cansava de repetir, chegou à conclusão que o mais importante era mesmo a felicidade da sua filha, e não o dinheiro que ele poderia obter com o casamento da princesa com o velho Barão Serpentão.

Aí sim, fez anunciar ao pretendente da princesa Fitocinderela que o casamento já não se realizaria e mandou espalhar pelo reino a notícia do noivado da princesa com o tratador de cavalos.

A cerimónia realizou-se com grande júbilo de todos os súbditos pela felicidade da princesa e pela aceitação de um plebeu como genro do Rei. Fizeram-se grandes festas durante mais do que uma semana.

Desde esse dia, os enamorados viveram felizes para sempre. E ainda hoje se conta no reino da Dinamarca a história dos dois jovens que casaram por amor, vencendo as barreiras sociais!


Carla Brito, Tiago Castro
Marta Xavier, Vítor Ferreira


Turmas E e G | 6º Ano


Junho 2005

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Stamps HCA 2005

* Aulas curriculares de Língua Portuguesa, técnicas de escrita criativa - criação de contos inspirados em Hans Christian Andersen 2005


G-Souto

31,01.2013
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Tuesday, October 16, 2012

Encontro com António Manuel Venda




António Manuel Venda e eu

No dia 1 de Fevereiro de 2002, as turmas 6F|6G (2001/02) convidaram António Manuel Venda, um autor das novíssimas luso-literaturas para participar de um "Encontro com um Jovem Escritor" que teve lugar na Biblioteca Luisa Dacosta da nossa escola.

Para além de todos os alunos das turmas, as Professoras de Língua Portuguesa, Educação Musical e EVT estiveram presentes, bem como Pais, Encarregados de Educação e outros elementos da comunidade educativa.




O desafio começou na aula de Língua Portuguesa. Um final de tarde, ao passar pela minha livraria preferida, detive-me num livro O Velho que esperava por D. Sebastião e folheei.

E o acaso me levou a uma página  em que o velho “...a seguir disse-me que um dia mais tarde, quando eu casasse e tivesse filhos, era melhor não lhes contar nada acerca das nove estrelas que traziam num sonho a mulher da nossa vida. Assim não lhes estragaria a surpresa do amor...”.

Fiquei presa aquela fórmula simples, à sensibilidade do descrever os sentimentos, à sabedoria do inexplicável na tradição popular.

Também eu ouvira na minha infância estórias de encantamentos de nove estrelas durante nove noites!

Comprei o livro, fui aprofundando a escrita deste jovem autor que até então desconhecera. 

Decidi pois entrar em contacto com o autor, António Manuel Venda. Não recordo muito bem como cheguei até ele. Sei que pesquisei na Internet - suponho que foi um dos primeiros escritores a publicar online livros ou excertos de livros - e enviei um email.





António Manuel Venda, depois de entender o meu projecto, enviou-me por email vários contos que tinha escrito, embora ainda não compilados em livro. 

Foi aí que encontrei o conto adequado ao perfil dos alunos que leccionava: "A Chegada Tardia do Macaco." 


Posteriormente o conto foi incluído no livro O Amor por Entre os Dedos (2005).

Devo acrescentar que tinha comigo a primeira geração de "nativos digitais", hoje denominada "Net-Gen". Todos andavam de telemóvel na mão, adoravam surfar pela Internet, liam Harry Potter, e este conto era o ideal para desenvolver o projecto. Se o lerem, perceberão a razão.




Versão ilustrada alunos

Partilhei o conto com os alunos na aula de Língua Portuguesa. Estava decidida a fazer leituras de novos autores, fugir dos livros 'programados', de modo a cativar  a geração 'pottermania' para o gosto da leitura de jovens autores portugueses.


créditos : António Manuel Venda

Entretanto, os alunos foram interagindo com o autor António Manuel Venda pela internet, via o site em que o escritor ia pubicando uma história online : Os Papagaios da Roda Gigante : uma aventura de Zeca Zãngão.

Nas aulas de Língua Portuguesa, continuávamos a leitura do conto A Chegada Tardia do Macaco e, a partir da leitura, os alunos iam sendo motivados a desenvolver várias actividades de escrita criativa.




Versão ilustrada alunos

Surgiram actividades divertidas e muito criativas. Na aula, tínhamos acesso a um computador muito velhinho, mas que nos permitia fazer pesquisas, comunicar com o autor através do blogue que mantinha na altura (2000-2001) à medida que o projecto avançava. 

As actividades foram publicadas no sítio web da escola, posteriormente retiradas, sem que pudesse guardar os ficheiros das mesmas.



Versão ilustrada alunos

Propus depois às professoras de EVT que os alunos ilustrassem o  livro, contendo as diferentes versões que criaram nas actividades de escrita criativa. Esta imagem faz parte de uma das conclusões diferentes da do livro.

E para culminar, como agradecimento ao escritor, depois de saber que gostava de  música francesa dos anos 80, propus à professora de Ed. Musical que preparasse com os alunos a interpretação de "Tous les garçons et les filles de mon âge" de Françoise Hardy.*



Cover | Vogue

A "Conversa com o Jovem Escritor" foi muito animada, os alunos puseram questões muito assertivas que causaram a admiração e até um certo divertimento a António Manuel Venda. Este respondeu a todos com afectividade e boa disposição.

No final, cada delegado de turma ofereceu a ilustração do conto feito pela sua turma devidamente encadernada com apoio das professoras.




Foto: ©GS

Grupo alunos & Professora Música
Biblioteca escola

Foi então que um grupo de alunos dirigidos pela professora de Música interpretou (instrumentos e voz) a canção de Françoise Hardy como agradecimento ao escritor. Devo dizer que a interpretação foi perfeita. 
A letra em francês foi trabalhada nas aulas de Língua Portuguesa, como introdução à Língua Estrangeira.

António Manuel Venda não contava com esta surpresa e ficou deveras agradado.

Foi um dos primeiros projectos transcurriculares da escola. E foi um sucesso.


Ao escritor António Manuel Venda os alunos agradeceram a simpatia  e afabilidade bem como a disponibilidade de se deslocar de Lisboa ao Porto.

Professora Coordenadora:
Gina Souto | Língua Portuguesa | Francês LE

Professoras Colaboradoras:

Ana Paula Neves | Educação Musical
Luisa Barbosa e Alcinda Mota | Educação Visual e Tecnológica

Juin 2002

G-Souto


16.10.2012
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Actualizado em 21.11.2014



 Proibida a reprodução de fotografia e ilustrações dos alunos.

Tuesday, March 6, 2012

HCA 2005 - Um conto ilustrado




A Ervilha Mágica *


Era uma vez um príncipe que queria casar com uma verdadeira princesa. Viajou então por todo mundo à procura de uma princesa real, mas havia sempre algo que corria mal.



Ilustração Cristiana Guedes (13 anos)

Conheceu imensas princesas, mas nenhuma lhe agradou.

O príncipe regressou ao seu reino muito desiludido por não ter encontrado a princesa dos seus sonhos.



Um dia rebentou uma terrível tempestade: trovões, relâmpagos, chuva torrencial. Uma tempestade verdadeiramente assustadora!

De repente, bateram ao portão do palácio e o velho Rei foi ver quem era. Para seu espanto, viu uma jovem encharcada dos pés à cabeça que afirmava ser uma princesa real.

- Bem! Isso é o que vamos! - pensou a Rainha mãe.
Não disse mais nada e dirigiu-se ao quarto onde a menina iria dormir. Levantou os colchões e colocou uma ervilha por baixo de tudo. Depois resolveu colocar mais vinte colchões empilhados uns sobre os outros e fez de novo a cama.





Ilustração Mariana Almeida | Nádia Ferreira
(11 anos)

Na manhã seguinte, os reis perguntaram à menina que se dizia princesa se tinha dormido bem, ao que ela respondeu:

- Oh! Dormi pessimamente! Só Deus sabe o que tinha aquela cama! Fiquei cheia de nódoas negras.



Então os reis e o príncipe constataram que se tratava realmente de uma verdadeira princesa, visto que sentira a ervilha, apesar dos vinte colchões de penas.




Ilustração Inês Xavier | Marta Xavier
(11 anos)

O príncipe pediu-a logo em casamento. Agora sim tinha a certeza de ter encontrado uma princesa real.



Ilustração Ana Catarina Crespo 
(11 anos)

A ervilha foi exposta num museu onde ainda hoje pode ser admirada, se entretanto ninguém a tiver retirado.



E agora és capaz de continuar a história? 



Actividade inserida no projecto HCA - Jubileu 1805-2005

Trabalho de grupo: 

Turma 6E| Ano lectivo 2004-05| Língua Portuguesa


*
Texto original "Princess & the Pea" publicado no sítio web  HCA Museum aqui

(tradução livre elaborada pelos alunos)

Ilustrações:


1. Cristiana Guedes, 13 anos
2. Mariana Almeida/Nádia Ferreira, 11 anos
3. Inês Xavier/Marta Xavier, 11 anos
4. Ana Catarina, 11 anos


Apoio: 

Professoras 

Língua Portuguesa | Língua Inglesa I | Educação Visual

Maio 2005

G-Souto

06.03.2012

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Proibida reprodução textos e/ou ilustrações dos alunos



Wednesday, January 7, 2009

Jornal Escolar "O Torrinha"

Houve tempos em que "O Torrinha", jornal escolar, era elaborado com textos dos alunos da escola Francisco Torrinha. Até que um dia deixou de se publicar.


Os alunos sentiram a falta! Mais um instrumento de aprendizagem colaborativa que se perdeu!


"Significa momentos de partilha, de aprendizagens significativas e colaborativas, de convívio, de criatividade e produtividade que se reflectem na valorização dos talentos individuais. É uma imensa satisfação a cada edição, ao se revelar o fruto das suas pesquisas, dos seus esforços e, algumas vezes, histórias do seu quotidiano e do mundo que os rodeia… Ver tudo isso estampado e reflectido nas páginas do jornal, e levar os seus pequenos mundos ao encontro do mundo de todos e de cada um, gera uma grande gratificação pessoal. "


Boletim Informativo de Interactividade, Comunicação e Aprendizagem
Número 58 - Julho 2008

Os alunos adoravam escrever e poder participar! No ano lectivo 2004-05 estes foram os textos dos meus alunos no Jornal Torrinhas:




War / Paula Rego
www.museuserralves.pt
Um Sonho Mau
A coelhinha Melanie deitou-se. Já era tarde, passava das onze horas, e naquela noite não sabia o que tinha. Dava voltas e mais voltas na coelheira e o sono não chegava.

À sua beira, a mana Nini, a mana Mimi e a sua mamã, dormiam a sono solto. Fechou mais uma vez os olhos, e resolveu contar carneirinhos: “Um, dois, três, quatro...”, o sono estava a chegar, finalmente!

- Mas… o que se passa?! Pum, pum, pum… O que é isto? São foguetes, são tiros, são bombas?!?

Melanie vive num país distante, chamado Iraque, na cidade de Falujah. O país está em guerra, ouve-se o rebentar das bombas. Melanie está cheia de medo, aflita começa a gritar :

- Mãe, mãe, vamos fugir, salva-me ! Eu não quero morrer! Por favor mãe, socorro, socorro!

A mãe, Melanie, Nini e Mimi, correm, correm, sem saber para onde ir, o medo toma conta delas. Olham em volta, e o que vêem elas?
Vêem um bebé caído por terra, parece morto, está sozinho... onde estará a mãe, onde estará o pai, onde estará toda a família?!

Perto delas, um cão enorme, de cor castanha, com ar de mau ataca uma formiga. Mas elas reparam que é uma formiga diferente das outras ! É uma formiga gigante e não parece ter medo do cão, apesar do seu ar feroz e dela não passar de uma formiga.

Estranho! Uma mulher vestida de soldado segura um pau para se defender, sim porque as mulheres neste país também têm o hábito de ir para a guerra.
Mais adiante, uma mulher idosa que parece moribunda, está a ser atacada por um pássaro enorme e medonho.

- Será uma águia? Será um abutre? - Melanie não consegue distinguir.
Vê também uma gaivota que parece muito assustada e quase a dar o ultimo suspiro.

Naquele instante, Melanie solta um grito de dor:


- Mãe, ai o meu pé! Que dor!
Na sua correria louca, tinha caído, e torcera o pé, sem dar por isso.

Felizmente que a mãe está por perto. Então, pega em Melanie ao colo, enquanto a seu lado a mana Mimi a olha aterrorizada e a mana Nini limpa as lágrimas.

- Será que também elas vão morrer? Parece ser tudo que as espera...

De repente, fica tudo muito, muito escuro, o céu de um azul carregado, está quase negro, e vê-se muito fumo. O barulho do rebentar das bombas torna-se ensurdecedor. Ouve-se mais uma vez - Pum, pum, pum…

Melanie grita, grita e... acorda em sobressalto. Ainda ouve os seus gritos! Olha em volta, assustada e confusa.

Qual o seu espanto ao ver que afinal está na sua coelheira, e tudo está muito tranquilo.

Melanie vive em Portugal. Tudo não passara de um sonho mau! Respirou fundo:
- Ufa! Que alívio!


Ana Crespo, 11 anos
6E | Fev. 2005


Edições ASA
http://www.asa.pt

O Mar (mote)

o mar

só o mar
o mar
o só mar
Ulisses, Maria Alberta Menéres
«O que vejo?
O mar,
nunca triste mar.
Transparente mar,
vasto mar,
junto à areia.
À areia,
fina areia,
delicada areia,
imensa areia,
imensa como o mar.
O ondulante mar...
na areia espraiado.

Bárbara Almeida, 11 anos
6G | Jan. 2005


Museu de Serralves (interior)

Visita de Estudo ao Museu de Serralves

"Exposição Paula Rego"


A visita de estudo à Exposição de Paula Rego teve lugar no dia 26 de Outubro de 2004.

Fomos acompanhados pela Directora de Turma, a professora Gina Souto (Língua Portuguesa/ Formação Cívica) e pelos professores Guilhermina Morais e Jorge Figueiredo (E.V.T).

A exposição foi guiada por animadores do Serviço Educativo da Fundação de Serralves que dividiram a turma em dois grupos. Os nossos Professores complementavam as explicações, ajudando-nos a interpretar as ideias expressas e as técnicas da pintura.

Esta exposição apresenta uma selecção da obra produzida a partir de 1996. A artista apresenta pela primeira vez em público os desenhos preparatórios das suas pinturas assim como uma série de trabalhos sobre a cidade do Porto, criados expressamente para este grande evento.

Alguns quadros são muito coloridos, outros mais sombrios. Cada quadro tinha uma placa a identificá-lo com o nome e o ano.

Os quadros de Paula Rego contam histórias, algumas verídicas, relacionadas com a sua infância. Por vezes, representam figuras características da sociedade portuguesa da época, exemplo «A Mulher dos Bolos», um dos seus preferidos.

Nesta exposição vimos também ilustrações de obras da literatura portuguesa e mundial (autores Eça de Queiroz e Kafka).

Detivemo-nos mais pormenorizadamente junto ao quadro «Guerra» que dá a visão da pintora sobre a guerra do Iraque. Nele, estão representadas pessoas inocentes, feridas ou mortas, com rostos de animais.

A professora de Língua Portuguesa GSouto ajudou-nos a interpretar alguns dos elementos presentes no quadro, para podermos criar histórias inspiradas nesta obra.

Textos Apoio- Serralves, Público, Número Quatro, Out/Dez 2004

António Archer, 11 anos
6E | Out. 2004

A Professora GSouto 

06.01.2009 


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