Uma viagem às Ilhas Fyn*
- Finalmente estou de férias! – pensou Sofia, com uma enorme alegria.
Dentro em breve, iria fazer uma viagem de sonho a bordo do “Queen Mary II”, num cruzeiro às Ilhas Fyn, na Dinamarca. Era um presente dos pais por ter tido boas notas nos exames finais. Prometera à mãe que faria um relato de toda a viagem. A mãe até lhe ofereceu um diário.
De certeza que iria ter muitas saudades dos pais. No entanto, a excitação não a deixava ficar triste.
O barco já estava no cais. Era enorme, parecia o “Titanic”! Sofia despediu-se dos pais e uma lágrima teimosa deslizou pela sua face. Tinha 17 anos, raramente se afastara deles. Não estava a ser fácil!
- Até breve querida, porta-te bem! – acenou-lhe a mãe, do cais.
Ao voltar-se, Sofia, viu um grupo de jovens da sua idade. Estavam muito animados, cantavam e riam. Quem lhe dera fazer parte daquele grupo! Era horrível estar sozinha! – pensou. Sentiu vontade de se aproximar deles e perguntar:
- “Posso conhecer-vos”? Mas, faltou-lhe coragem para o fazer.
Parecendo adivinhar os seus pensamentos, um dos jovens começou a falar com ela:
- Olá, chamo-me Pedro, e tu como te chamas?
- Chamo-me Sofia - respondeu, com um grande sorriso. Já se sentia menos só!
Pedro apresentou-lhe o resto do grupo: a Marta, o João, a Catarina, o Tiago e a Joana. Pareciam todos muito simpáticos, e divertidos!
Pedro explicou-lhe então que estavam a fazer uma viagem de fim de curso. Tinham terminado o 12º ano, com excelentes notas e os pais tinham-nos premiado com aquela fabulosa viagem.
Sofia pediu ajuda aos seus novos amigos para encontrar o seu camarote. Tinha o número 304. Não sabia para que lado se havia de dirigir.
- O meu é precisamente ao lado do teu, disse-lhe Pedro, é o 303. Vem comigo!
Engraçado! Acabava de os conhecer e, no entanto, parecia que já se conheciam há muito, muito tempo!!
Todos os dias, Sofia ia anotando no seu diário pormenores da sua viagem.
Quando chegaram à Dinamarca, as ilhas Fyn eram lindíssimas! A água do mar era muito límpida, parecia um espelho, de tal forma que, de vez em quando, aparecia um peixe. E viam-se as estrelas do mar reflectidas nas noites de luar.
Uma tarde, estavam todos a conversar, quando de repente a Catarina, os chamou muito aflita:
- Ei! Ei! enham cá depressa! Corram, rápido!!
Precipitaram-se todos em direcção à Catarina. Nem acreditaram no que viram! Parecia mesmo um sonho! Um grupo de golfinhos, em pleno mar do Norte, já fora do seu habitat, o oceano Atlântico, davam saltos e emitiam sons de contentamento. Pareciam muito felizes por comunicar com pessoas e eram imensamente brincalhões!
- São lindos! - exclamou Pedro.
- Nem acredito! suspirou Sofia. Nunca pensei que algum dia teria a oportunidade de ver golfinhos a brincar livremente, no mar!
Era simplesmente maravilhoso! Depois, os golfinhos lá se afastaram, nadando em direcção ao habitat natural.
Os dias foram passando, depressa de mais, na opinião de Sofia. E sábado chegou! O último dia do cruzeiro!
Sofia sentia saudades dos pais, é verdade! Assim, estava ansiosa por voltar a abraçá-los. Mas, por outro lado, sentia-se muito triste, porque iria deixar os seus novos amigos tão divertidos e com quem tinha partilhado momentos únicos.
Iria sentir saudades, sobretudo de um deles... Pedro! Era um amigo especial! Junto dele sentia-se tão feliz! Nesse dia, notou que também Pedro estava mais calado do que o habitual, parecia até um pouco tristonho.
Pedro, adivinhando o seu olhar, chamou-a:
- Sofia, anda cá! Tenho uma surpresa para ti! Espero que gostes!
Retirou do bolso um pequeno embrulho e deu-lho. - O que seria?! - pensou Sofia com curiosidade. Sentia o coração aos pulos, as mãos a tremer, e desembrulhou rapidamente a prenda. Dentro de uma caixinha estava um lindo colar feito com conchas do mar que Pedro comprara, numa das saídas do barco, sem que ela tivesse reparado.
- Oh! Pedro! Tão lindo! - exclamou Sofia, emocionada.
Sofia olhou-o nos olhos, e abraçou-o feliz!
No diário que a mãe leria, Sofia não anotaria este momento delicioso! Entendem, não é?!
Ana Catarina Crespo | Joana Pereira
António Archer | Pedro Reis
Turmas E e G | 6º Ano
* Proibida a reprodução de textos dos alunos.
* Aulas curriculares de Língua Portuguesa, técnicas de escrita criativa - criação de contos inspirados em Hans Christian Andersen 2005
Junho 2005
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Saturday, February 2, 2013
HCA 2005 - Novos Contos II
Thursday, January 31, 2013
HCA 2005 : Novos Contos
Portrait of Hans Christian Andersen | Karl Hartmann
foto: Archivo Iconografico/ Corbis
A Princesa e o Tratador de Cavalos *
Era uma vez quatro personagens que viviam no reino da Dinamarca. O rei Astrojax, a Rainha Mãe, sua filha Fitocinderela, a mais bela donzela do reino. A família real vivia no castelo de Hindsgavl
A princesa Fitocinderela era muito bonita, mas infelizmente, como era da tradição, já tinha casamento marcado com o Barão Serpentão. Está bom de ver que a princesa não queria casar com o Barão, dado que ele era um homem velho. Além disso, o seu grande amor chamava-se Buziomax, o tratador de cavalos.
O rei decidiu então marcar o faustoso jantar de noivado para a filha conhecer melhor o seu pretendente. A princesa recusava-se a comparecer, mas o rei seu pai exigiu a sua presença. O rei Astrojax, só pensava na fortuna que sua filha iria ter se casasse com o velho barão. Não pensava sequer na felicidade da menina, sua filha.
Na manhã que antecedia o jantar, as aias da princesa repararam que a mesma não tinha dormido em casa e avisaram o Rei. Este ordenou de imediato aos guardas que procurassem por todo o reino a sua filha. Nesse instante, apareceu um guarda muito aflito, que anunciou quase gaguejava:
- Majestade, Buziomax, o tratador de cavalos de Vossa Alteza Real não se encontra no estábulo e consta que se ausentou do reino. O cavalo da Princesa Fitocinderela não se encontra nos estábulos, bem como burro do tratador Buziomax.
O rei ficou muito preocupado. Mas a sua preocupação transformou-se em fúria quando soube que sua filha Fitocinderela estava enamorada do tratador de cavalos. Exigida a presença das aias da princesa no salão principal do castelo, depois de interrogadas pelo Rei, as aias acabaram por confessar o segredo da princesa.
As buscas começaram, mas mantiveram-se infrutíferas! Nenhum sinal da princesa ou do seu enamorado, o tratador de cavalos.
Até que um dia apareceu no castelo um mensageiro, que soubera do desaparecimento da princesa. Afirmava ter visto a princesa e o tratador de cavalos na pequena cidade de Odense.
O rei preocupado, já que a data do casamento se aproximava e o sigilo do desaparecimento da princesa se mantinha para não desanimar o noivo, o barão Serpentão, enviou os seus guardas a Odense para procurar os fugitivos. Os guardas encontraram a princesa e o tratador de cavalos que foram obrigados a voltar para o castelo de Hindsgavl.
A princesa Fitoconderela ajoelhou-se a chorar aos pés do rei seu pai, rogando-lhe para que a deixasse casar com o homem que o seu coração escolhera.
O rei ficou muito comovido com a tristeza de sua filha. Retirou-se então para os aposentos reais e com a Rainha Mãe debateu o assunto. Custava-lhe muito ver desaparecer a fortuna do barão que gostaria de juntar à sua, mas depois de uma longa conversa, ouvindo as palavras de apelo aos sentimentos de sua filha que a Rainha mãe não se cansava de repetir, chegou à conclusão que o mais importante era mesmo a felicidade da sua filha, e não o dinheiro que ele poderia obter com o casamento da princesa com o velho Barão Serpentão.
Aí sim, fez anunciar ao pretendente da princesa Fitocinderela que o casamento já não se realizaria e mandou espalhar pelo reino a notícia do noivado da princesa com o tratador de cavalos.
A cerimónia realizou-se com grande júbilo de todos os súbditos pela felicidade da princesa e pela aceitação de um plebeu como genro do Rei. Fizeram-se grandes festas durante mais do que uma semana.
A cerimónia realizou-se com grande júbilo de todos os súbditos pela felicidade da princesa e pela aceitação de um plebeu como genro do Rei. Fizeram-se grandes festas durante mais do que uma semana.
Desde esse dia, os enamorados viveram felizes para sempre. E ainda hoje se conta no reino da Dinamarca a história dos dois jovens que casaram por amor, vencendo as barreiras sociais!
Carla Brito, Tiago Castro
Marta Xavier, Vítor Ferreira
Turmas E e G | 6º Ano
Junho 2005
* Proibida a reprodução de textos dos alunos.
Stamps HCA 2005
* Aulas curriculares de Língua Portuguesa, técnicas de escrita criativa - criação de contos inspirados em Hans Christian Andersen 2005
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31,01.2013
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Friday, January 25, 2013
Semana Earth & Space 2005
Earth & Space Week 2005: Celebrating our planet while reaching for the stars
A semana Earth & Space (12 – 20 Fevereiro 2005) foi uma iniciativa da Comissão Europeia e da Agência Europeia Espacial (ESA) que visava salientar a importância da Observação da Terra (EO) e do Espaço na melhoria da qualidade de vida do nosso planeta.
Earth and Space Week 2005 is being organised by the European Commission in collaboration with the European Space Agency.
A semana incluia actividades culturais, lúdicas e educativas, uma grande exposição pública e outros eventos de grande destaque.
Uma bandeira para o planeta Terra
Criatividade e visão do futuro do nosso planeta são a
essência da competição para jovens da Semana Earth & Space. O desafio é.
Desenhar uma “ bandeira para o Planeta Terra”.
Na área curricular não disciplinar Formação Cívica foi lançado o desafio aos alunos da turma E do 6º Ano para a integração neste projecto escolar europeu. Debateram-se valores como Solidariedade, Tolerância, Igualdade, Paz.
O tempo era escasso, mas quatro alunos, o António, a Inês, a Marta e a Nádia aceitaram o desafio:
Desenhar uma bandeira para o Planeta Terra.
A ideia era diferente! E a vontade de levar o nome da escola a outras paragens convenceu-os a vencer as barreiras.
Flag for Earth winner
ages 15 to 19
Sentiram-se orgulhosos de ver seus trabalhos publicados no sítio web oficiial (já desactivado).
Uma alegria verem-se na galeria dos dos jovens visionários europeus do
Espaço.
Listagem de alunos concorrentes:
Listagem de alunos concorrentes:
António Archer - 11
anos
Inês Xavier - 11 anos
Marta Xavier - 11 anos
Nádia Ferreira -11 anos
Os nossos agradecimentos a Chris Coakley (coordenador europeu para as escolas)
Inês Xavier - 11 anos
Marta Xavier - 11 anos
Nádia Ferreira -11 anos
Os nossos agradecimentos a Chris Coakley (coordenador europeu para as escolas)
Janeiro
2005
http://cordis.europa.eu/press-service/20050106.htm
Earth & Space Week 2005: Celebrating our planet while reaching for the stars
http://cordis.europa.eu/press-service/20050106.htm
G-Souto
24.04.2013
Copyright © 2013G-Souto'sBlog, gsouto-digitalteacher.blogspot.com®
24.04.2013
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Saturday, January 5, 2013
Antigo Palácio de Cristal : história
Jardins do antigo Palácio de Cristal
Porto | Portugal
O Palácio de Cristal, jardins onde se situa o Pavilhão Rosa Mota é um dos espaços mais bonitos da cidade do Porto.
Falar do Palácio de Cristal
é abrir uma porta do passado. Recordar
a sua primitiva construção que não teve, nem
tem relação alguma com a actual.
Palácio de Cristal | Exposição Internacional
Fotografia: C. Rocha
Revista O OCcidente (1879)
Inicialmente, a construção do edifício do
Palácio de Cristal destinava-se à realização de exposições
industriais, agrícolas e artísticas.
O edifício,
inaugurado a 3 de Setembro de 1865 por el-rei D Luís (irmão de D. Pedro), era constituído por um grandioso edifício de granito, ferro e vidro,
orçamentada em 108 contos.
Media 150 metros de
cumprimento por 72 metros de largura e era dividido em
três naves.
Ao fundo da nave central erguia-se um
magnifico orgão, justamente considerado como um dos melhores do mundo e cujo destino se desconhece.
O Palácio de Cristal foi ainda um importante espaço de cultura, e o órgão de tubos era dos maiores do mundo. Foi nesse palácio que se realizaram importantes concertos do compositor Viana da Mota ou da virtuosa violoncelista Guilhermina Suggia.
Palácio de Cristal | Porto, Portugal
A 18 de Setembro de 1865
é realizada a grande Exposição Internacional Portuguesa em que participaram mais de 3000
expositores nacionais e estrangeiros entre outros, franceses, alemães, britânicos, belgas, brasileiros, espanhóis, dinamarqueses e representantes dos Estados Unidos, Japão, Turquia, Rússia e Holanda.
Depois desta, realizou-se a Exposição da Rosas (1879) e a Exposição Agrícola (1903) e a Exposição Colonial (1934).
Depois desta, realizou-se a Exposição da Rosas (1879) e a Exposição Agrícola (1903) e a Exposição Colonial (1934).
O Palácio de Cristal foi ainda um importante espaço de cultura, contendo um órgão de tubos que era dos maiores do mundo. Foi neste palácio que se realizaram importantes concertos do compositor Viana da Mota ou da violoncelista Guilhermina Suggia, virtuose conceituada a nível mundial.
Mas em 1933, a Câmara Municipal comprou o
Palácio de Cristal e os seus terrenos e por deliberação da mesma, e com forte contestação dos portuenses, o edifício
de 'Cristal' foi demolido em Dezembro de 1951, dando lugar a um Pavilhão dos Desportos que iria permitir a
realização dos Campeonatos Mundial e Europeu de Hóquei
em Patins, em 1952.
Jardim das Rosas | Palácio de Cristal
A localização destes jardins sobre o rio Douro dá-lhe o poder de dominar um vasto horizonte que abrange parte da cidade do Porto e da vizinha cidade de Gaia (na outra margem do rio).
Esta magnífica vista panorâmica sobre o rio Douro estende-se da Ribeira até à Foz do Douro.
O
Palácio de Cristal foi destruído em 1951, tendo sido erguido no
seu lugar uma deselegante nave de betão armado. Esta nave continua hoje a
ser chamada erroneamente de 'Palácio de Cristal', mas tal apenas se refere aos jardins do que restar do antigo palácio.
Pavilhão Rosa Mota
Nesta
incaracterística calote semi-esférica de betão se realizou em 1952, ainda com a abóbada incompleta, o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, em que Portugal saíu vencedor.
Consagrado como 'Pavilhão de Desportos', foi rebaptizado com o
nome de Rosa
Mota (1990) em homenagem a uma das mais ilustres atletas
portuenses.
Está em obras de requalificação que deverão dar-se por concluídas em 2013.
O pavilhão está rodeado de belíssimos jardins, que possuem grande variedade de plantas, canteiros de flores, e árvores centenárias como palmeiras, plátanos e
tílias. São dignas de realce as longas avenidas da entrada ladeadas de plátanos e tílias.
Possui ainda um lago com a sua pequena ilha, múltiplos recantos verdejantes, miradouros, grutas artificiais.
Capela Rei Carlos Alberto | Palácio de Cristal
Ao fundo da Avenida das Tílias, encontra-se a capela que a princesa de Montléart mandou erguer em homenagem ao seu irmão, o Rei Carlos Alberto de Sabóia que viveu exilado no Porto. A capela de granito, apresenta linhas e adornos de influência italiana.
19.01.07
*Nota: Este post fez parte de um projecto de introdução de ITC no currículo de Língua Portuguesa com alunos de 6º ano que levou à publicação de um blogue (2006-2007).
As actividades da elaboração do blogue foram desenvolvidas em tempo lectivo. O blogue fez parte de um projecto de intercâmbio entre escolas europeias. O blogue foi descontinuado. Recuperados alguns dos temas mais interessantes.
actualizado em Janeiro 2013
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Palácio de Cristal | Porto
O Ocidente: Revista de Portugal e do Estrangeiro (digitalizada)
Tuesday, January 1, 2013
Sophia de Mello Breyner Andresen
Sophia de Mello Breyner Andresen
créditos: Botelho
Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu
no Porto em 6 de Novembro de 1919. Foi nessa cidade e na Praia
da Granja que passou a sua infância e juventude. Frequentou Filologia
Clássica na Universidade de Lisboa, mas não chegou a terminar o
curso. Morreu em Lisboa em 2004.
Foi mãe de cinco filhos que a motivaram
a escrever contos infantis. Miguel de Sousa Tavares, escritor seguiu os passos
da mãe e Pedro Sousa Tavares completou o conto
que sua avó deixou incompleto e foi recentemente publicado.
Obras poéticas:
Poesia (1944), Dia do
Mar (1947), Coral, (1950), No Tempo Dividido, (1954), Mar Novo (1958), Livro
Sexto (1962) Geografia (1967), Dual (1972), Nome das Coisas (1977), Musa
(1994).
Obras narrativas:
O Cavaleiro da Dinamarca, Contos
Exemplares, Histórias da Terra e do Mar, A Floresta, A Menina do Mar, O Rapaz
de Bronze, A Fada Oriana, entre muitas outras.
Parte de sua obra
literária encontra-se traduzida em França, Itália e nos Estados Unidos.
Sophia M.B. Andresen
créditos: autor não identificado
Em 1994 recebeu o Prémio Vida Literária,
da Associação Portuguesa de Escritores e, no ano seguinte, o Prémio Petrarca,
da Associação de Editores Italianos.
O seu valor, como poetisa e figura da
cultura portuguesa, foi também reconhecido através da atribuição do Prémio
Camões, em 1999.
Em 2001, foi distinguida com o Prémio Max Jacob de Poesia, num ano em que o prémio foi excepcionalmente alargado a poetas de língua estrangeira.
"Em Setembro veio o equinócio. Vieram marés vivas,
ventanias, nevoeiros, chuvas, temporais. As marés altas varriam a praia e
subiam até à duna.
Certa noite, as ondas gritaram tanto, uivaram tanto,
bateram e quebraram-se com tanta força na praia, que, no seu quarto caiado da
casa branca, o rapazinho esteve até altas horas sem dormir. As
portadas das janelas batiam.
As madeiras do chão estalavam como madeiras de
mastros. Parecia que as ondas iam cercar a casa e que o mar ia devorar o
Mundo. E o rapazito pensava que, lá fora, na escuridão da noite, se travava
uma imensa batalha em que o mar, o céu e o vento se combatiam. Mas por
fim, cansado de escutar, adormeceu embalado pelo temporal."
Sophia de Mello Breyner Andresen, A Menina do Mar,
Figueirinhas (excerto)
Os CiganosOs Ciganos teve início no fragmento de um conto de Sophia de Mello Breyner Andresen localizado no seu espólio na Primavera de 2009. O conto encontrava-se inacabado e Pedro Sousa Tavares, jornalista e neto da escritora, assumiu a responsabilidade de continuar a história.Sinopse: "Ruy vive numa casa com demasiadas regras e muitas rotinas. Um dia, é surpreendido pelo rataplã de um tambor que o desafia a saltar o muro do jardim e a percorrer os campos ao encontro de um acampamento de ciganos. Com eles acaba por ficar e, inspirado pelo espírito indomado de Gela, descobre o prazer de sentir o chão debaixo dos pés, experimentando, enfim, a liberdade pela qual sempre suspirou." Uma história sobre o irresistível apelo da liberdade e sobre a descoberta do outro e suas diferenças.Desde Outubro 2012 que a obra em prosa de Sophia M. Breyner Andresen está a ser publicada pela Porto Editora.Para assinalar o 93º aniversário do nascimento da autora, vão ser publicados A Fada Oriana, A Menina do Mar e Quatro Contos Dispersos.Paralelamente, vai ser colocada on-line uma página dedicada à poetisa.
Ainda este ano chega às livrarias a peça O Colar, datada de 2001 (Figueirinhas), que faz parte do Plano Nacional de Leitura,6º ano.Sinopse:"A juventude é cheia de ignorância, de sonhos, de loucuras, e qualquer suspiro ou brisa a perturba. É cheia de paixões perigosas e de ilusões arrogantes. Estas são palavras do tutor da Vanina, a jovem veneziana que se alimenta dos próprios sonhos até ser despertada…"O Colar é uma peça de teatro que tem como cenário a cidade de Veneza e apresenta a história da jovem Vanina, que se apaixona por Pietro, um fidalgo arruinado que ganha a vida a (en)cantar pelos canais da cidade.A partir do primeiro semestre de 2013, estão previstas novas edições de A Árvore.A Floresta, O Rapaz de Bronze, As histórias da terra e do mar e Contos ExemplaresA primeira obra de Sophia publicada por esta editora, foi o conto inédito inacabado Os Ciganos, que o neto, Pedro Sousa Tavares, concluiu.Inês Gil, 12 anos, 6CCláudia Carneiro, 11 anos 6C13.06.2007*Nota: Este post fez parte de um projecto de introdução das ITC no currículo de Língua Portuguesa com alunos de 6º ano e que levou à produção e publicação de um blogue (2006-2007).As actividades de produção de posts para esse blogue foram desenvolvidas em tempo lectivo.O blogue fez parte de um projecto de intercâmbio entre escolas europeias.Mais tarde, o blogue foi descontinuado. Recuperados alguns dos temas mais interessantes passarão a constar aqui.actualizado em Janeiro 2013Copyright © 2013G-Souto'sBlog, gsouto-digitalteacher.blogspot.com®

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