Tuesday, January 1, 2013

Sophia de Mello Breyner Andresen




Sophia de Mello Breyner Andresen
créditos: Botelho

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto em 6 de Novembro de 1919. Foi nessa cidade e na Praia da Granja que passou a sua infância e juventude. Frequentou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, mas não chegou a terminar o curso. Morreu em Lisboa em 2004.

Foi mãe de cinco filhos que a motivaram a escrever contos infantis. Miguel de Sousa Tavares, escritor seguiu os passos da mãe e Pedro Sousa Tavares completou  o conto que sua avó deixou incompleto e foi recentemente publicado.

Obras poéticas:

Poesia (1944), Dia do Mar (1947), Coral, (1950), No Tempo Dividido, (1954), Mar Novo (1958), Livro Sexto (1962) Geografia (1967), Dual (1972), Nome das Coisas (1977), Musa (1994).

Obras narrativas:

O Cavaleiro da Dinamarca, Contos Exemplares, Histórias da Terra e do Mar, A Floresta, A Menina do Mar, O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana, entre muitas outras.

Parte de sua obra literária encontra-se traduzida em França, Itália e nos Estados Unidos.




Sophia M.B. Andresen
créditos: autor não identificado

Em 1994 recebeu o Prémio Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores e, no ano seguinte, o Prémio Petrarca, da Associação de Editores Italianos. 

O seu valor, como poetisa e figura da cultura portuguesa, foi também reconhecido através da atribuição do Prémio Camões, em 1999. 


Em 2001, foi distinguida com o Prémio Max Jacob de Poesia, num ano em que o prémio foi excepcionalmente alargado a poetas de língua estrangeira. 




A Menina do Mar
Sophia de Mello Breyner Andresen
https://www.fnac.pt/
"Em Setembro veio o equinócio. Vieram marés vivas, ventanias, nevoeiros, chuvas, temporais. As marés altas varriam a praia e subiam até à duna.

Certa noite, as ondas gritaram tanto, uivaram tanto, bateram e quebraram-se com tanta força na praia, que, no seu quarto caiado da casa branca, o rapazinho  esteve até altas horas sem dormir. As portadas das janelas batiam. 

As madeiras do chão estalavam como madeiras de mastros. Parecia que as ondas iam cercar a casa e que o mar ia devorar o Mundo. E o rapazito pensava que, lá fora, na escuridão da noite, se travava uma imensa batalha em que o mar, o céu e o vento se combatiam. Mas por fim, cansado de escutar, adormeceu embalado pelo temporal."

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Menina do Mar, 

Figueirinhas (excerto)


Os Ciganos 
Sophia Mello Breyner & Pedro Sousa Tavares
Ilustração: Danuta Wojciechowska
https://www.fnac.pt/
Os Ciganos teve início no fragmento de um conto de Sophia de Mello Breyner Andresen localizado no seu espólio na Primavera de 2009. O conto encontrava-se inacabado e Pedro Sousa Tavares, jornalista e neto da escritora, assumiu a responsabilidade de continuar a história.

Sinopse: "Ruy vive numa casa com demasiadas regras e muitas rotinas. Um dia, é surpreendido pelo rataplã de um tambor que o desafia a saltar o muro do jardim e a percorrer os campos ao encontro de um acampamento de ciganos. Com eles acaba por ficar e, inspirado pelo espírito indomado de Gela, descobre o prazer de sentir o chão debaixo dos pés, experimentando, enfim, a liberdade pela qual sempre suspirou." Uma história sobre o irresistível apelo da liberdade e sobre a descoberta do outro e suas diferenças.
 
Desde Outubro 2012 que a obra em prosa de Sophia M. Breyner Andresen está a ser publicada pela Porto Editora.
 
Para assinalar o 93º aniversário do nascimento da autora, vão ser publicados A Fada Oriana, A Menina do Mar e Quatro Contos Dispersos. 
 
Paralelamente, vai ser colocada on-line uma página dedicada à poetisa. 
O Colar, teatro
 Sophia M. Breyner
Ainda este ano chega às livrarias a peça O Colar, datada de 2001 (Figueirinhas), que faz parte do Plano Nacional de Leitura,6º ano.

Sinopse:

"A juventude é cheia de ignorância, de sonhos, de loucuras, e qualquer suspiro ou brisa a perturba. É cheia de paixões perigosas e de ilusões arrogantes. Estas são palavras do tutor da Vanina, a jovem veneziana que se alimenta dos próprios sonhos até ser despertada…"
O Colar é uma peça de teatro que tem como cenário a cidade de Veneza e apresenta a história da jovem Vanina, que se apaixona por Pietro, um fidalgo arruinado que ganha a vida a (en)cantar pelos canais da cidade. 

A partir do primeiro semestre de 2013, estão previstas novas edições de A Árvore.
A Floresta, O Rapaz de Bronze, As histórias da terra e do mar e Contos Exemplares


A primeira obra de Sophia publicada por esta editora, foi o conto inédito inacabado Os Ciganos, que o neto, Pedro Sousa Tavares, concluiu.


Inês Gil, 12 anos, 6C
Cláudia Carneiro, 11 anos 6C
 
13.06.2007

*Nota: Este post fez parte de um projecto de introdução das ITC no currículo de Língua Portuguesa com alunos de 6º ano e que levou à produção e publicação de um blogue (2006-2007). 

As actividades de produção de posts para esse blogue foram desenvolvidas em tempo lectivo. 

O blogue fez parte de um projecto de intercâmbio entre escolas europeias. 

Mais tarde, o blogue foi descontinuado. Recuperados alguns dos temas mais interessantes passarão a constar aqui.
 
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Friday, November 16, 2012

Ilse Losa: uma escritora luso-alemã que viveu no Porto






O Mundo em que Vivi
 Ilse Losa |
Edições Afrontamento
"Numa escrita inexcedivelmente sóbria e transparente, e através de breves episódios, este romance conduz-nos em crescendo de emoção desde a primeira infância rural de uma judia na Alemanha, pelos finais da Primeira Guerra mundial, até ao avolumar de crises que por fim a obrigam ao exílio mesmo na iminência de um destino trágico num campo de concentração..."

Prof. Dr. Óscar Lopes, 
in Edições Afrontamento




Ilse Losa 1913-2006
"Há livros escritos para crianças que suplantam em valor literário uma longa fiada de volumosos romances para adultos, do mesmo modo que um pequeno desenho a carvão suplanta, tantas vezes, grandes composições policromáticas a óleo".

Ilse Losa





O Mundo em que Vivi
Ilse Losa
Maranus/ Porto 1949


Ilse Lieblich Losa nasceu na Alemanha em 1913. Por ser judia, foi obrigada a fugir da Alemanha, durante a perseguição Nazi, e acompanhando seus pais, refugiou-se em Portugal, e adquiriu a nacionalidade portuguesa. 

Aos 21 anos, radicou-se em Portugal, na cidade do Porto, onde o irmão mais velho, Fritz Lieblich, já residia. Aqui casou em 1935 com o arquitecto Arménio Taveira Losa, tendo adquirido a nacionalidade portuguesa.

Ilse Lieblich Losa, escritora portuguesa de origem alemã e de ascendência judaica, nasceu a 20 de Março de 1913, em Bauer, uma cidade perto de Hanover.






Escritora de grande prestígio e de vasta bibliografia, publicou romances, contos, crónicas, trabalhos pedagógicos e muita literatura para crianças. Mas é conhecida principalmente pelos seus livros para crianças.

Recebeu o Grande Prémio Gulbenkian pelo conjunto da sua obra para crianças. Foi candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen.Tem vários livros publicados na Alemanha.

Em 1982 o seu livro " A Quinta das Cerejas" obteve o "Prémio Gulbenkian de Texto". E em 1984, Ilse Losa obteve o "Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças", pelo conjunto da sua obra para crianças.








O Expositor 
Ilse Losa (1982)
Ilustração António Modesto
Edições Afrontamento


"Há livros escritos para crianças que suplantam em valor literário uma longa fiada de volumosos romances para adultos, do mesmo modo que um pequeno desenho a carvão suplanta, tantas vezes, grandes composições policromáticas a óleo".



Ilse Losa



Foi candidata portuguesa ao "Prémio Hans Christian Andersen". Tem vários livros publicados na Alemanha. Também com livros publicados em França.






Ilse Losa 1913-2006

A autora de O Mundo em que Vivi morreu aos 92 anos no dia 6 de Janeiro 2006.

Com o Porto, cidade que a acolheu num período difícil da sua vida, Ilse Losa manteve sempre uma relação de proximidade.



Para o historiador Helder Pacheco, que chegou a ser vizinho da escritora, o segredo residiu em "perceber e adaptar-se à cidade."


Segundo Óscar Lopes "os seus livros são uma só odisseia interior de uma demanda infindável da pátria, do lar, dos céus a que uma experiência vivida só responde com uma multiplicidade de mundos que tanto atraem como repelem e que todos entre si se repelem".



Silka
Ilse Losa
ilustração: Manuela Bacelar
Livros Horizonte, 1984


Em 1989 ganhou o Prémio Maçã de Ouro da Bienal Internacional de Bratislava, pelo conto Silka.

O livro relata uma lenda nórdica que um dia contaram a Ilse Losa e que ela recria à sua maneira: bela e triste. Uma menina, Silka, enamora-se de Reinaldo e com ele vai viver para o fundo do mar.

Em Junho de 1995 foi feita Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique.


Sobre O Mundo em que Vivi, uma obra ce carácter autobiográfico, escreveu Óscar Lopes:

"Numa escrita inexcedivelmente sóbria e transparente, e através de breves episódios, este romance conduz-nos em crescendo de emoção desde a primeira infância rural de uma judia na Alemanha, pelos finais da Primeira Guerra Mundial, até ao avolumar de crises (inflação, desemprego, assassínio de Rathenau,aumento de influência e vitória dos Nazistas) que por fim a obrigam ao exílio mesmo na iminência de um destino trágico num campo de concentração." (...)

Professor Dr. Óscar Lopes


 

 O Quadro Roubado
Ilse Losa
ilustração: João Nunes, 1985
Edições ASA

Actividades:

A autora viveu uma grande parte da sua vida na Foz do Douro, bem perto da escola. Havia alunos nas turmas que moravam perto de Ilse Losa.

Nas aulas de Língua Portuguesa, os alunos desenvolveram as seguintes actividades:
  • Em grupo restrito fizeram uma pequena reportagem, recolhendo testemunhos de vizinhos;
  • Pesquisa sobre a autora e sua obra infanto-juvenil;
  • Elaboração de um Jornal de Parede: notícias saídas nos jornais sobre a autora, após a sua morte;
  • Leitura em grupos de obras O Mundo em que Vivi; O Quadro Roubadoseguida de análise de conteúdo (perseguição Nazi aos judeus, crianças enviadas e mortas em campos de concentração), seguida do estudo do Texto Narrativo;
  • Elaboração de textos de escrita criativa: poesia, contos, relatos de guerra de jovens;
  • Publicação no sítio web da escola de uma pequena homenagem à autora (posteriormente retirada);
  • Elaboração de um curta homenagem a Ilse Losa no BlogdosCaloiros como introdução às actividades
  • Apresentação de Ilse Losa: écrivain portugaise d'origine allemande no BlogSkidz, blogue de intercâmbio cultural entre escolas França-Portugal com alunos do Lycée Charles DeGaulle;

  • Trabalho transdisciplinar dos currículos de Língua Portuguesa | História | EVT






Em 2013, a Biblioteca de Esposende comemorou o Centenário da escritora (1913-2013), iniciativa que visou recordar a conceituada escritora, de origem alemã, que manteve forte ligação a Esposende, recordando assim a sua obra.

Também nesse ano, Ilse Losa foi celebrada com um selo integrado na Colecção Vultos da História e Cultura.





Selo comemorativo Ilse Losa
CTT Portugal, 2013


Excerto: 

"Ser judia

O primeiro dia da escola. A saca às costas, caminhei ao lado da minha mãe, cheia de curiosidade e de receios. O sr. Brand, o professor, distribuía sorrisos animadores aos meninos, que o fitavam com desconfiança. A barba grisalha e o colarinho engomado davam-lhe um ar de austeridade, mas os olhos alegres protestavam contra tal impressão. Começou por nos falar, e doseava serenidade com humor para afugentar os nossos medos. De todas as escolas por que passei, a de que verdadeiramente gostei foi a escola primária. Quando o sr. Brand tomou nota do meu nome ninguém se virou para mim com sorrizinhos por soar a judaico, ninguém achou estranho eu responder «Israelita» à pergunta do sr. Brand à minha religião. Fora a mãe que me recomendara: «Quando o sr. Brand te perguntar pela religião, diz-lhe que és israelita. Soa melhor do que judia». Eu não concordava, porque achava «israelita» uma palavra estranha que não parecia pertencer à minha língua e, por isso, corei de embaraço ao pronunciá-la. E quando o sr. Brand quis saber a profissão do meu pai respondi «negociante de cavalos». Coisa natural. Muitos alunos eram filhos de lavradores e conheciam o meu pai. Não me sentia envergonhada daquilo que eu e o meu pai éramos, como aconteceria mais tarde, no liceu, quando a minha mãe me recomendou que às perguntas respondesse, além de «sou israelita», que o meu pai era «comerciante».
(...)

No primeiro dia de aulas tivemos de dizer o nosso nome e profissão do pai e a religião. Conforme recomendação da minha mãe eu disse:

- O meu pai é comerciante. Sou israelita.

Na escola primaria tudo fora natural. No liceu colegas viraram-se e olharam-me. Mais duas judias faziam parte da turma e uma delas, Hanna Berg, respondeu à pergunta com voz firme: «Sou judia». Os gestos de Hanna eram extraordinariamente vivos e comunicativos, enquanto nos seus olhos havia a expressão dessa melancolia penetrante das seculares lendas de sabedorias e flagelos."

Ilse Losa, O Mundo em que vivi (excertos)






Comentário:

Os alunos empenharam-se com entusiasmo nas actividades propostas e sentiram-se muito ligados ao tema da perseguição de crianças e adolescentes em regimes de guerra.

Sabiam alguns alunos que a escritora vivera bem perto da escola que frequentavam. Esse facto também despertou o interesse. Uma jovem judia pudera fugir da perseguição e viera viver para o Porto.

"Escrevo para todos e espero que todos me leiam”

Ilse Losa



Março 2006
G-Souto

17.11.2012
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Tuesday, October 16, 2012

Encontro com António Manuel Venda




António Manuel Venda e eu

No dia 1 de Fevereiro de 2002, as turmas 6F|6G (2001/02) convidaram António Manuel Venda, um autor das novíssimas luso-literaturas para participar de um "Encontro com um Jovem Escritor" que teve lugar na Biblioteca Luisa Dacosta da nossa escola.

Para além de todos os alunos das turmas, as Professoras de Língua Portuguesa, Educação Musical e EVT estiveram presentes, bem como Pais, Encarregados de Educação e outros elementos da comunidade educativa.




O desafio começou na aula de Língua Portuguesa. Um final de tarde, ao passar pela minha livraria preferida, detive-me num livro O Velho que esperava por D. Sebastião e folheei.

E o acaso me levou a uma página  em que o velho “...a seguir disse-me que um dia mais tarde, quando eu casasse e tivesse filhos, era melhor não lhes contar nada acerca das nove estrelas que traziam num sonho a mulher da nossa vida. Assim não lhes estragaria a surpresa do amor...”.

Fiquei presa aquela fórmula simples, à sensibilidade do descrever os sentimentos, à sabedoria do inexplicável na tradição popular.

Também eu ouvira na minha infância estórias de encantamentos de nove estrelas durante nove noites!

Comprei o livro, fui aprofundando a escrita deste jovem autor que até então desconhecera. 

Decidi pois entrar em contacto com o autor, António Manuel Venda. Não recordo muito bem como cheguei até ele. Sei que pesquisei na Internet - suponho que foi um dos primeiros escritores a publicar online livros ou excertos de livros - e enviei um email.





António Manuel Venda, depois de entender o meu projecto, enviou-me por email vários contos que tinha escrito, embora ainda não compilados em livro. 

Foi aí que encontrei o conto adequado ao perfil dos alunos que leccionava: "A Chegada Tardia do Macaco." 


Posteriormente o conto foi incluído no livro O Amor por Entre os Dedos (2005).

Devo acrescentar que tinha comigo a primeira geração de "nativos digitais", hoje denominada "Net-Gen". Todos andavam de telemóvel na mão, adoravam surfar pela Internet, liam Harry Potter, e este conto era o ideal para desenvolver o projecto. Se o lerem, perceberão a razão.




Versão ilustrada alunos

Partilhei o conto com os alunos na aula de Língua Portuguesa. Estava decidida a fazer leituras de novos autores, fugir dos livros 'programados', de modo a cativar  a geração 'pottermania' para o gosto da leitura de jovens autores portugueses.


créditos : António Manuel Venda

Entretanto, os alunos foram interagindo com o autor António Manuel Venda pela internet, via o site em que o escritor ia pubicando uma história online : Os Papagaios da Roda Gigante : uma aventura de Zeca Zãngão.

Nas aulas de Língua Portuguesa, continuávamos a leitura do conto A Chegada Tardia do Macaco e, a partir da leitura, os alunos iam sendo motivados a desenvolver várias actividades de escrita criativa.




Versão ilustrada alunos

Surgiram actividades divertidas e muito criativas. Na aula, tínhamos acesso a um computador muito velhinho, mas que nos permitia fazer pesquisas, comunicar com o autor através do blogue que mantinha na altura (2000-2001) à medida que o projecto avançava. 

As actividades foram publicadas no sítio web da escola, posteriormente retiradas, sem que pudesse guardar os ficheiros das mesmas.



Versão ilustrada alunos

Propus depois às professoras de EVT que os alunos ilustrassem o  livro, contendo as diferentes versões que criaram nas actividades de escrita criativa. Esta imagem faz parte de uma das conclusões diferentes da do livro.

E para culminar, como agradecimento ao escritor, depois de saber que gostava de  música francesa dos anos 80, propus à professora de Ed. Musical que preparasse com os alunos a interpretação de "Tous les garçons et les filles de mon âge" de Françoise Hardy.*



Cover | Vogue

A "Conversa com o Jovem Escritor" foi muito animada, os alunos puseram questões muito assertivas que causaram a admiração e até um certo divertimento a António Manuel Venda. Este respondeu a todos com afectividade e boa disposição.

No final, cada delegado de turma ofereceu a ilustração do conto feito pela sua turma devidamente encadernada com apoio das professoras.




Foto: ©GS

Grupo alunos & Professora Música
Biblioteca escola

Foi então que um grupo de alunos dirigidos pela professora de Música interpretou (instrumentos e voz) a canção de Françoise Hardy como agradecimento ao escritor. Devo dizer que a interpretação foi perfeita. 
A letra em francês foi trabalhada nas aulas de Língua Portuguesa, como introdução à Língua Estrangeira.

António Manuel Venda não contava com esta surpresa e ficou deveras agradado.

Foi um dos primeiros projectos transcurriculares da escola. E foi um sucesso.


Ao escritor António Manuel Venda os alunos agradeceram a simpatia  e afabilidade bem como a disponibilidade de se deslocar de Lisboa ao Porto.

Professora Coordenadora:
Gina Souto | Língua Portuguesa | Francês LE

Professoras Colaboradoras:

Ana Paula Neves | Educação Musical
Luisa Barbosa e Alcinda Mota | Educação Visual e Tecnológica

Juin 2002

G-Souto


16.10.2012
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Actualizado em 21.11.2014



 Proibida a reprodução de fotografia e ilustrações dos alunos.

Thursday, September 6, 2012

Projet européen bilingue



Foto: Professor Alberto Ferreira

Un groupe d'élèves les "Torrinhas" de la 6eme a commencé des échanges par correpondance (via email) avec des jeunes lycéens français.

En vraie échange européenne, linguistique et culturelle. un groupe mixte d'étudiants français et portugais publie un blog en langue française et en langue potugaise depuis novembre 2005. Le blog s'appelle BlogSkidz et ce fut un projet bilingue jusqu'à l'année scolaire 2006.


Les étudiants avec l'aide de leurs professeurs font connaître des traditions, des projets scolaires, de la littérature, et d'autres points d'intêret sur leurs pays, la France et le Portugal.

C'est bien intéressant d'apprendre le français et le portugais par email et par les posts publiés sur le blog par les étudiants des deux établissements scolaires! 

On aime beaucoup écrire et recevoir des messages de nos amis! Et on aime arrive dans la classe et publier des nouveautés sur le blog. Ou alors, lire ce que les copains français ont publié.

Professereur Patrick Pasquier, Lycée Charles DeGaulle
Professeure Gina Souto, Collège Francisco Torrinha

2005-2006

Paris

paris_gi


Paris - Métropolitain 

En Septembre 2009 le projet a été repris par les élèves portugais de 8e et 9e en cours de Français LE. Il continue en langue française, bien sûr et sert d'outil d'apprentissage de la langue pour des élèves de Français LE et des élèves français et francophones.

Il est suivi par des professeurs de Français, langue maternelle, Français LE et  professeurs de pays francophones.


"Les langues sont comme la mer. Elles vont et reviennent."

Victor Hugo


Novembre 2005

G-Souto

06.09.2012

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