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Tuesday, December 2, 2014

Dia B - Dia das Borboletas : um projecto transcurricular





Pieris napi | Borboleta do nabo

Borboletas de Portugal

credits : Tagis




 Pieris rapae | Macho, face inferior das asas

Borboletas de Portugal

credits : Albano Soares
https://scontent-a-lhr.xx.fbcdn.net/


No ano lectivo 2005-2006, os alunos do curriculo de Língua Portuguesa desenvolveram um projecto curricular em parceria com Tagis - Conservação das Borboletas de Portugal para o estudo do Texto Poético.

"Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor."

Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos

Em meados de 2006, descobrimos o projecto Tagis via Internet, pouco depois de ser criado. O Tagis - Borboletário. Propunha uma actividade de Observação das Borboletas nas Escolas de Portugal, 2006.



Pieris brassicae | Macho e fêmea

Borboletas de Portugal


credits : Albano Soares

Por considerar esta actividade muito sugestiva para incluir no estudo do Texto Poético, integramos assim o Dia B - Dia das Borboletas que denominámos Contando borboletas nos jardins de Serralves.



Jardins de Serralves
credits : Serralves

O projecto enquadrava lindamente o conteúdo programático Texto Poéticodado que são muitos os poetas que referem as borboletas em seus poemas. 

Claramente um projecto que despoletou a criatividade dos alunos em actividades de leitura de poemas, escrita criativa, bem como saída da sala de aula em Visita de Estudo aos jardins do Parque de Serralves, para uma lição viva ao ar livre.

Leiamos o Relatório inter-turmas da Visita de Estudo | Aula viva, elaborado por um grupo de alunas:

No dia 20 de Junho 2006, os alunos das turmas 5C|5I realizaram uma Visita de Estudos aos Jardins de Serralves.

O objectivo desta visita foi a observação de borboletas,  e  a sua identificação com a ajuda do Guia de Campo que Tagis - Centro de Conservação das Borboletas de Portugal - nos enviou, a pedido da Professora de Língua Portuguesa que na sua curiosidade profissional de sempre, encontrou ao surfar na Internet

O guia era muito completo e bem ilustrativo das possíveis espécies de borboletas existentes em Portugal.





Parque de Serralves

Já nos jardins, dividimo-nos em vários grupos, e acompanhados pelos Professores, lançámo-nos à aventura!

Sempre que víamos uma borboleta - algumas fugiam de tal modo era a nossa excitação! - identificávamos a espécie, com o apoio do Guia individual distribuído previamente pela Professora, na aula de preparação para a visita. 

De vinte em vinte minutos, reuniam-se os grupos, e a Professora Língua Portuguesa anotava na 'Folha-Relatório', as espécies e número de borboletas observadas.

Havia muitas espécies e de imensas cores: brancas, amarelas, azuis, verdes e multicores! O Parque de Serralves é muito rico em biodiversidade.

Conseguimos observar a 'bela dama', a 'manchadinha', a 'limão' e até espécies mais raras como a 'carnaval', 'pavão-diurno', 'zebra'! Tantas e tão coloridas!




Borboleta azul | Parque de Serralves

credits: Serralves


Estava uma manhã quente! Fizemos um intervalo, sentados à sombra de umas árvores acolhedoras e refrescantes do parque, e degustámos o nosso lanche!

Depois, continuámos a observação e vimos mais algumas espécies... até que chegou a hora de voltar à escola.

Foi uma visita de estudo maravilhosa! E bem ao ar livre!

Interessante e divertido este Dia B - Dia das Borboletas - incluído no Projecto Observação das Borboletas nas Escolas de Portugal!

Esperámos ter contribuído para o estudo das borboletas do nosso país. Lamentamos que tantas estejam em vias de extinção! 

Gostaríamos imenso ter acesso à exposição itinerante ! Não sabemos se passará pelo Porto.




Borboleta cauda-andorinha | Parque de Serralves

credits: Serralves

Como adoramos borboletas, adorámos a visita! E aprendemos tanto fora das paredes da sala de aula.

Ah! Antes desta actividade, elaborámos um Borboletário! Borboletas feitas em cartolina e papel de lustro em  tons  vivos onde transcrevemos poemas de autores portugueses e brasileiros.

No mistério do sem-fim
Equilibra-se um planeta
E, no jardim, um canteiro
No canteiro, uma violeta
E, sobre ela, o dia inteiro
A asa de uma borboleta.


Cecília Meireles

Os Borboletários colocados nos placares das nossas salas de aula fizeram muito sucesso! Alunos e professores de outras turmas vinham visitar os nossos Borboletários. Como nos sentíamos orgulhosos.

Ah ! Mas antes de afixarmos os nossos poemas sob a temática da borboleta, no
Borboletário do jornal de parede das nossas turmas, cada aluno leu em voz alta o seu poema e a Professora avaliava a nossa expressividade, entoação e dicção.

Nas aulas de Ciência Naturais, estudámos as borboletas e suas espécies.

Também nas aulas de EVT, os alunos  desenhámos e criámos borboletas em papel de seda pintado que suspendemos nas salas de aula. Depois, ao fazer a visita de estudo, cada um de nós levava a sua borboleta na mão. Foi um passeio lindo, muito esvoaçante a caminho do Parque de Serralves.

Também nos jardins do Parque, deixávamos que as nossas borboletas de papel esvoaçassem enquanto percorríamos o espço em busca de borboletas. Os jardins ficaram mais animados! E bem colorridos. 

A Professora tirou fotos, mas não foram publicadas online por sermos menores de 16 anos.


Relatório:

Carolina Neves| Cláudia Carneiro| Inês Gil, 11 anos (5C)


Actividades:


  • Estudo do Texto Poético (Língua Portuguesa)
  • Pesquisa de poemas alusivos a borboletas
  • Selecção dos poemas para posterior transcrição em borboletas de cartolina
  • Escrita criativa livre : elaboração de curtos poemas alusivos às borboletas
  • Estudo da borboleta (Ciências Naturais)
  • Elaboração de borboletas em cartolinas de cor e papel de seda colorido
  • Exposição Borboletário : placares salas de aula
  • Preparação Visita de Estudo - Parque de Serralves
  • Aula Viva nos jardins do Parque de Serralves

Todas estas actividades integraram um projecto transcurricular - Língua Portuguesa ; Ciências Naturais ; Educação Visual previamente delineado pelos professores que integraram o projecto, e negociado com os alunos de duas turmas.


Um projecto rico em aprendizagens, muita alegria partilhada, ao longo de várias aulas, aprendizagens bem veiculadas, e que culminaram com a Visita de Estudo, uma aula viva ao ar livre.

Experiências pedagógicas gratificantes para professores e alunos.

Projecto transdisciplinar e inter-turmas :


Língua Portuguesa - 5C/5I
Educação Visual e Tecnológica - 5C/5I
Área de Projecto – 5C
Formação Cívica - 5C
Estudo Acompanhado - 5I


Professora Dinamizadora: 

Gina Souto – Língua Portuguesa|Formação Cívica|Estudo Acompanhado 

Professores Participantes:

 
Graça Montenegro/Jorge Figueiredo - AP/EVT – 5C
Angelina/António Ferreira/Cátia Silva - EVT – 5I
Sílvia Ferreira - EA – 5I



Professores Acompanhantes:
 
Jorge Figueiredo – EVT
Cátia Silva – EVT
Sílvia Freitas - EA


Agradecimentos : 

Tagis - Centro de Conservação das Borboletas de Portugal

Fundação de Serralves – Serviço Educativo



G-Souto 

Junho  2006

(actualizado em 02.12.2014)
Copyright © 2014G-Souto'sBlog, gsouto-digitalteacher.blogspot.com® 

Creative Commons License


 Proibida a reprodução de textos de alunos.



Wednesday, January 7, 2009

Jornal Escolar "O Torrinha"

Houve tempos em que "O Torrinha", jornal escolar, era elaborado com textos dos alunos da escola Francisco Torrinha. Até que um dia deixou de se publicar.


Os alunos sentiram a falta! Mais um instrumento de aprendizagem colaborativa que se perdeu!


"Significa momentos de partilha, de aprendizagens significativas e colaborativas, de convívio, de criatividade e produtividade que se reflectem na valorização dos talentos individuais. É uma imensa satisfação a cada edição, ao se revelar o fruto das suas pesquisas, dos seus esforços e, algumas vezes, histórias do seu quotidiano e do mundo que os rodeia… Ver tudo isso estampado e reflectido nas páginas do jornal, e levar os seus pequenos mundos ao encontro do mundo de todos e de cada um, gera uma grande gratificação pessoal. "


Boletim Informativo de Interactividade, Comunicação e Aprendizagem
Número 58 - Julho 2008

Os alunos adoravam escrever e poder participar! No ano lectivo 2004-05 estes foram os textos dos meus alunos no Jornal Torrinhas:




War / Paula Rego
www.museuserralves.pt
Um Sonho Mau
A coelhinha Melanie deitou-se. Já era tarde, passava das onze horas, e naquela noite não sabia o que tinha. Dava voltas e mais voltas na coelheira e o sono não chegava.

À sua beira, a mana Nini, a mana Mimi e a sua mamã, dormiam a sono solto. Fechou mais uma vez os olhos, e resolveu contar carneirinhos: “Um, dois, três, quatro...”, o sono estava a chegar, finalmente!

- Mas… o que se passa?! Pum, pum, pum… O que é isto? São foguetes, são tiros, são bombas?!?

Melanie vive num país distante, chamado Iraque, na cidade de Falujah. O país está em guerra, ouve-se o rebentar das bombas. Melanie está cheia de medo, aflita começa a gritar :

- Mãe, mãe, vamos fugir, salva-me ! Eu não quero morrer! Por favor mãe, socorro, socorro!

A mãe, Melanie, Nini e Mimi, correm, correm, sem saber para onde ir, o medo toma conta delas. Olham em volta, e o que vêem elas?
Vêem um bebé caído por terra, parece morto, está sozinho... onde estará a mãe, onde estará o pai, onde estará toda a família?!

Perto delas, um cão enorme, de cor castanha, com ar de mau ataca uma formiga. Mas elas reparam que é uma formiga diferente das outras ! É uma formiga gigante e não parece ter medo do cão, apesar do seu ar feroz e dela não passar de uma formiga.

Estranho! Uma mulher vestida de soldado segura um pau para se defender, sim porque as mulheres neste país também têm o hábito de ir para a guerra.
Mais adiante, uma mulher idosa que parece moribunda, está a ser atacada por um pássaro enorme e medonho.

- Será uma águia? Será um abutre? - Melanie não consegue distinguir.
Vê também uma gaivota que parece muito assustada e quase a dar o ultimo suspiro.

Naquele instante, Melanie solta um grito de dor:


- Mãe, ai o meu pé! Que dor!
Na sua correria louca, tinha caído, e torcera o pé, sem dar por isso.

Felizmente que a mãe está por perto. Então, pega em Melanie ao colo, enquanto a seu lado a mana Mimi a olha aterrorizada e a mana Nini limpa as lágrimas.

- Será que também elas vão morrer? Parece ser tudo que as espera...

De repente, fica tudo muito, muito escuro, o céu de um azul carregado, está quase negro, e vê-se muito fumo. O barulho do rebentar das bombas torna-se ensurdecedor. Ouve-se mais uma vez - Pum, pum, pum…

Melanie grita, grita e... acorda em sobressalto. Ainda ouve os seus gritos! Olha em volta, assustada e confusa.

Qual o seu espanto ao ver que afinal está na sua coelheira, e tudo está muito tranquilo.

Melanie vive em Portugal. Tudo não passara de um sonho mau! Respirou fundo:
- Ufa! Que alívio!


Ana Crespo, 11 anos
6E | Fev. 2005


Edições ASA
http://www.asa.pt

O Mar (mote)

o mar

só o mar
o mar
o só mar
Ulisses, Maria Alberta Menéres
«O que vejo?
O mar,
nunca triste mar.
Transparente mar,
vasto mar,
junto à areia.
À areia,
fina areia,
delicada areia,
imensa areia,
imensa como o mar.
O ondulante mar...
na areia espraiado.

Bárbara Almeida, 11 anos
6G | Jan. 2005


Museu de Serralves (interior)

Visita de Estudo ao Museu de Serralves

"Exposição Paula Rego"


A visita de estudo à Exposição de Paula Rego teve lugar no dia 26 de Outubro de 2004.

Fomos acompanhados pela Directora de Turma, a professora Gina Souto (Língua Portuguesa/ Formação Cívica) e pelos professores Guilhermina Morais e Jorge Figueiredo (E.V.T).

A exposição foi guiada por animadores do Serviço Educativo da Fundação de Serralves que dividiram a turma em dois grupos. Os nossos Professores complementavam as explicações, ajudando-nos a interpretar as ideias expressas e as técnicas da pintura.

Esta exposição apresenta uma selecção da obra produzida a partir de 1996. A artista apresenta pela primeira vez em público os desenhos preparatórios das suas pinturas assim como uma série de trabalhos sobre a cidade do Porto, criados expressamente para este grande evento.

Alguns quadros são muito coloridos, outros mais sombrios. Cada quadro tinha uma placa a identificá-lo com o nome e o ano.

Os quadros de Paula Rego contam histórias, algumas verídicas, relacionadas com a sua infância. Por vezes, representam figuras características da sociedade portuguesa da época, exemplo «A Mulher dos Bolos», um dos seus preferidos.

Nesta exposição vimos também ilustrações de obras da literatura portuguesa e mundial (autores Eça de Queiroz e Kafka).

Detivemo-nos mais pormenorizadamente junto ao quadro «Guerra» que dá a visão da pintora sobre a guerra do Iraque. Nele, estão representadas pessoas inocentes, feridas ou mortas, com rostos de animais.

A professora de Língua Portuguesa GSouto ajudou-nos a interpretar alguns dos elementos presentes no quadro, para podermos criar histórias inspiradas nesta obra.

Textos Apoio- Serralves, Público, Número Quatro, Out/Dez 2004

António Archer, 11 anos
6E | Out. 2004

A Professora GSouto 

06.01.2009 


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 Proibida a reprodução de textos dos alunos.