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Sunday, February 10, 2013

HCA - Novos Contos III




Hans Christian Andresen
 Christian Albrecht Jensen, 1836
http://upload.wikimedia.org/


De volta ao tempo dos castelos*


Era uma vez quatro personagens que viviam no reino da Dinamarca. O rei Astrojax, a Rainha Mãe, sua filha Fitocinderela, a mais bela donzela do reino. A família real vivia no castelo de Hindsgavl



A princesa Fitocinderela era muito bonita, mas infelizmente, como era da tradição, já tinha casamento marcado com o Barão Serpentão. Está bom de ver que a princesa não queria casar com o Barão, dado que ele era um homem velho. Além disso, o seu grande amor chamava-se Buziomax, o tratador de cavalos.

Certo dia, o rei marcou o jantar de noivado para a filha conhecer o seu pretendente. A princesa não queria comparecer, mas o rei exigiu, já que só pensava no sucesso e no dinheiro que sua filha iria ter se casasse com o velho barão. Não pensava na felicidade da menina, sua filha.


Na manhã que antecedia o jantar, as aias da princesa repararam que a mesma não tinha dormido em casa e avisaram o Rei. Este mandou de imediato os guardas à procura da sua filha. Passados uns minutos, apareceu um guarda muito aflito, quase gaguejava ao dizer:

- Buziomax, o tratador de cavalos de Vossa Alteza Real não se encontra no estábulo nem no reino e o cavalo da Princesa Fitocinderela desapareceu, bem como burro do Buziomax.

O rei ficou muito preocupado, mas essa preocupação transformou-se em fúria quando soube que a sua filha, a princesa Fitocinderela estava enamorada pelo tratador de cavalos, segundo lhe confessaram as aias da princesa, depois do Rei exigir a presença delas na salão principal do castelo.

As buscas continuaram. Mas mantinham-se infrutíferas! Nenhum sinal da princesa ou do seu enamorado tratador de cavalos.

Até que um dia apareceu no castelo um mensageiro, que soubera do desaparecimento da princesa. Afirmava ter visto a princesa e o tratador de cavalos na Floresta de Jutlândia. 

O rei preocupado com a data do casamento, pois só faltava uma semana para a realização do mesmo, mandou os seus guardas para floresta procurar os fugitivos. Os guardas encontraram os dois muito bem de saúde e trouxeram-nos de volta ao reino.

A princesa Fitoconderela ajoelhou-se aos pés de seu pai o Rei e pediu-lhe muito para que a deixasse casar com o homem que oseu coração amava.

O rei retirou-se com a Rainha Mãe e depois de uma longa conversa, chegou à conclusão que o mais importante era mesmo a felicidade da sua filha e não o sucesso e o dinheiro que ela poderia obter pelo casamento com o velho Barão Serpentão.

Deste modo, foi anunciado o noivado da princesa com o tratador de cavalos do reino que se realizou no dia previsto, com grande alegria dos súbditos e felicidade dos noivos.

Desde esse dia, viveram felizes para sempre. E ainda hoje se conta no reino a história dos dois jovens que casaram por amor, vencendo as barreiras sociais!

Carla Brito | Tiago Castro
Marta Xavier | Vítor Ferreira

Turmas 6ª ano E |G

Proibida a reprodução de textos dos alunos.



Hindsgavl Caslte | Denmark

* Aulas curriculares de Língua Portuguesa, técnicas de escrita criativa - criação de contos inspirados em Hans Christian Andersen 2005

Junho 2005

G-Souto

10.02.2013
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Proibida a reprodução de textos dos alunos.

Saturday, February 2, 2013

HCA 2005 - Novos Contos II







Uma viagem às Ilhas Fyn*



- Finalmente estou de férias! – pensou Sofia, com uma enorme alegria.



Dentro em breve, iria fazer uma viagem de sonho a bordo do “Queen Mary II”, num cruzeiro às Ilhas Fyn, na Dinamarca. Era um presente dos pais por ter tido boas notas nos exames finais. Prometera à mãe que faria um relato de toda a viagem. A mãe até lhe ofereceu um diário.

De certeza que iria ter muitas saudades dos pais. No entanto, a excitação não a deixava ficar triste.

O barco já estava no cais. Era enorme, parecia o “Titanic”! Sofia despediu-se dos pais e uma lágrima teimosa deslizou pela sua face. Tinha 17 anos, raramente se afastara deles. Não estava a ser fácil!

- Até breve querida, porta-te bem! – acenou-lhe a mãe, do cais.

Ao voltar-se, Sofia, viu um grupo de jovens da sua idade. Estavam muito animados, cantavam e riam. Quem lhe dera fazer parte daquele grupo! Era horrível estar sozinha! – pensou. Sentiu vontade de se aproximar deles e perguntar: 

- “Posso conhecer-vos”? Mas, faltou-lhe coragem para o fazer.

Parecendo adivinhar os seus pensamentos, um dos jovens começou a falar com ela:

- Olá, chamo-me Pedro, e tu como te chamas?

- Chamo-me Sofia - respondeu, com um grande sorriso. Já se sentia menos só!
Pedro apresentou-lhe o resto do grupo: a Marta, o João, a Catarina, o Tiago e a Joana. Pareciam todos muito simpáticos, e divertidos!

Pedro explicou-lhe então que estavam a fazer uma viagem de fim de curso. Tinham terminado o 12º ano, com excelentes notas e os pais tinham-nos premiado com aquela fabulosa viagem.

Sofia pediu ajuda aos seus novos amigos para encontrar o seu camarote. Tinha o número 304. Não sabia para que lado se havia de dirigir.

- O meu é precisamente ao lado do teu, disse-lhe Pedro, é o 303. Vem comigo!

Engraçado! Acabava de os conhecer e, no entanto, parecia que já se conheciam há muito, muito tempo!!

Todos os dias, Sofia ia anotando no seu diário pormenores da sua viagem.

Quando chegaram à Dinamarca, as ilhas Fyn eram lindíssimas! A água do mar era muito límpida, parecia um espelho, de tal forma que, de vez em quando, aparecia um peixe. E viam-se as estrelas do mar reflectidas nas noites de luar.

Uma tarde, estavam todos a conversar, quando de repente a Catarina, os chamou muito aflita:

- Ei! Ei! enham cá depressa! Corram, rápido!!

Precipitaram-se todos em direcção à Catarina. Nem acreditaram no que viram! Parecia mesmo um sonho! Um grupo de golfinhos, em pleno mar do Norte, já fora do seu habitat, o oceano Atlântico, davam saltos e emitiam sons de contentamento. Pareciam muito felizes por comunicar com pessoas e eram imensamente brincalhões!

- São lindos! - exclamou Pedro.

- Nem acredito! suspirou Sofia. Nunca pensei que algum dia teria a oportunidade de ver golfinhos a brincar livremente, no mar! 

Era simplesmente maravilhoso! Depois, os golfinhos lá se afastaram, nadando em direcção ao habitat natural.

Os dias foram passando, depressa de mais, na opinião de Sofia. E sábado chegou! O último dia do cruzeiro!

Sofia sentia saudades dos pais, é verdade! Assim, estava ansiosa por voltar a abraçá-los. Mas, por outro lado, sentia-se muito triste, porque iria deixar os seus novos amigos tão divertidos e com quem tinha partilhado momentos únicos.



Iria sentir saudades, sobretudo de um deles... Pedro! Era um amigo especial! Junto dele sentia-se tão feliz! Nesse dia, notou que também Pedro estava mais calado do que o habitual, parecia até um pouco tristonho.


Pedro, adivinhando o seu olhar, chamou-a:

- Sofia, anda cá! Tenho uma surpresa para ti! Espero que gostes!

Retirou do bolso um pequeno embrulho e deu-lho. - O que seria?! - pensou Sofia com curiosidade. Sentia o coração aos pulos, as mãos a tremer, e desembrulhou rapidamente a prenda. Dentro de uma caixinha estava um lindo colar feito com conchas do mar que Pedro comprara, numa das saídas do barco, sem que ela tivesse reparado.

- Oh! Pedro! Tão lindo! - exclamou Sofia, emocionada.

- Gostas?! É para ti, para que nunca te esqueças de mim e dos momentos que passámos juntos.

Sofia olhou-o nos olhos, e abraçou-o feliz!

No diário que a mãe leria, Sofia não anotaria este momento delicioso! Entendem, não é?!


Ana Catarina Crespo | Joana Pereira
António Archer | Pedro Reis

Turmas E e G | 6º Ano

Proibida a reprodução de textos dos alunos.


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* Aulas curriculares de Língua Portuguesa, técnicas de escrita criativa - criação de contos inspirados em Hans Christian Andersen 2005

Junho 2005

G-Souto

02,02.2013
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Thursday, January 31, 2013

HCA 2005 : Novos Contos




Portrait of Hans Christian Andersen | Karl Hartmann
foto: Archivo Iconografico/ Corbis

A Princesa e o Tratador de Cavalos *

Era uma vez quatro personagens que viviam no reino da Dinamarca. O rei Astrojax, a Rainha Mãe, sua filha Fitocinderela, a mais bela donzela do reino. A família real vivia no castelo de Hindsgavl



A princesa Fitocinderela era muito bonita, mas infelizmente, como era da tradição, já tinha casamento marcado com o Barão Serpentão. Está bom de ver que a princesa não queria casar com o Barão, dado que ele era um homem velho. Além disso, o seu grande amor chamava-se Buziomax, o tratador de cavalos.


O rei decidiu então marcar o faustoso jantar de noivado para a filha conhecer melhor o seu pretendente. A princesa recusava-se a comparecer, mas o rei seu  pai exigiu a sua presença. O rei Astrojax, só pensava na fortuna que sua filha iria ter se casasse com o velho barão. Não pensava sequer na felicidade da menina, sua filha.



Na manhã que antecedia o jantar, as aias da princesa repararam que a mesma não tinha dormido em casa e avisaram o Rei. Este ordenou de imediato aos guardas que procurassem por todo o reino a sua filha. Nesse instante, apareceu um guarda muito aflito, que anunciou quase gaguejava:


- Majestade, Buziomax, o tratador de cavalos de Vossa Alteza Real não se encontra no estábulo e consta que se ausentou do reino.  O cavalo da Princesa Fitocinderela não se encontra nos estábulos, bem como burro do tratador  Buziomax.

O rei ficou muito preocupado. Mas a sua preocupação transformou-se em fúria quando soube que sua filha Fitocinderela estava enamorada do tratador de cavalos. Exigida a presença das aias da princesa no salão principal do castelo, depois de interrogadas pelo Rei, as aias acabaram por confessar o segredo da princesa.

As buscas começaram, mas mantiveram-se infrutíferas! Nenhum sinal da princesa ou do seu enamorado, o  tratador de cavalos.

Até que um dia apareceu no castelo um mensageiro, que soubera do desaparecimento da princesa. Afirmava ter visto a princesa e o tratador de cavalos na  pequena cidade de Odense. 

O rei preocupado, já que a data do casamento se aproximava e o sigilo do desaparecimento da princesa se mantinha para não desanimar o noivo, o barão Serpentão, enviou os seus guardas a Odense para procurar os fugitivos. Os guardas encontraram a princesa e o tratador de cavalos que foram obrigados a voltar para o castelo de Hindsgavl.

A princesa Fitoconderela ajoelhou-se a chorar aos pés do rei seu pai, rogando-lhe para que a deixasse casar com o homem que o seu coração escolhera.

O rei ficou muito comovido com a tristeza de sua filha. Retirou-se então para os aposentos reais e com a Rainha Mãe debateu o assunto. Custava-lhe muito ver desaparecer a fortuna do barão que gostaria de juntar à sua, mas depois de uma longa conversa, ouvindo as palavras de apelo aos sentimentos de sua filha que a Rainha mãe não se cansava de repetir, chegou à conclusão que o mais importante era mesmo a felicidade da sua filha, e não o dinheiro que ele poderia obter com o casamento da princesa com o velho Barão Serpentão.

Aí sim, fez anunciar ao pretendente da princesa Fitocinderela que o casamento já não se realizaria e mandou espalhar pelo reino a notícia do noivado da princesa com o tratador de cavalos.

A cerimónia realizou-se com grande júbilo de todos os súbditos pela felicidade da princesa e pela aceitação de um plebeu como genro do Rei. Fizeram-se grandes festas durante mais do que uma semana.

Desde esse dia, os enamorados viveram felizes para sempre. E ainda hoje se conta no reino da Dinamarca a história dos dois jovens que casaram por amor, vencendo as barreiras sociais!


Carla Brito, Tiago Castro
Marta Xavier, Vítor Ferreira


Turmas E e G | 6º Ano


Junho 2005

Proibida a reprodução de textos dos alunos.




Stamps HCA 2005

* Aulas curriculares de Língua Portuguesa, técnicas de escrita criativa - criação de contos inspirados em Hans Christian Andersen 2005


G-Souto

31,01.2013
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Tuesday, October 16, 2012

Encontro com António Manuel Venda




António Manuel Venda e eu

No dia 1 de Fevereiro de 2002, as turmas 6F|6G (2001/02) convidaram António Manuel Venda, um autor das novíssimas luso-literaturas para participar de um "Encontro com um Jovem Escritor" que teve lugar na Biblioteca Luisa Dacosta da nossa escola.

Para além de todos os alunos das turmas, as Professoras de Língua Portuguesa, Educação Musical e EVT estiveram presentes, bem como Pais, Encarregados de Educação e outros elementos da comunidade educativa.




O desafio começou na aula de Língua Portuguesa. Um final de tarde, ao passar pela minha livraria preferida, detive-me num livro O Velho que esperava por D. Sebastião e folheei.

E o acaso me levou a uma página  em que o velho “...a seguir disse-me que um dia mais tarde, quando eu casasse e tivesse filhos, era melhor não lhes contar nada acerca das nove estrelas que traziam num sonho a mulher da nossa vida. Assim não lhes estragaria a surpresa do amor...”.

Fiquei presa aquela fórmula simples, à sensibilidade do descrever os sentimentos, à sabedoria do inexplicável na tradição popular.

Também eu ouvira na minha infância estórias de encantamentos de nove estrelas durante nove noites!

Comprei o livro, fui aprofundando a escrita deste jovem autor que até então desconhecera. 

Decidi pois entrar em contacto com o autor, António Manuel Venda. Não recordo muito bem como cheguei até ele. Sei que pesquisei na Internet - suponho que foi um dos primeiros escritores a publicar online livros ou excertos de livros - e enviei um email.





António Manuel Venda, depois de entender o meu projecto, enviou-me por email vários contos que tinha escrito, embora ainda não compilados em livro. 

Foi aí que encontrei o conto adequado ao perfil dos alunos que leccionava: "A Chegada Tardia do Macaco." 


Posteriormente o conto foi incluído no livro O Amor por Entre os Dedos (2005).

Devo acrescentar que tinha comigo a primeira geração de "nativos digitais", hoje denominada "Net-Gen". Todos andavam de telemóvel na mão, adoravam surfar pela Internet, liam Harry Potter, e este conto era o ideal para desenvolver o projecto. Se o lerem, perceberão a razão.




Versão ilustrada alunos

Partilhei o conto com os alunos na aula de Língua Portuguesa. Estava decidida a fazer leituras de novos autores, fugir dos livros 'programados', de modo a cativar  a geração 'pottermania' para o gosto da leitura de jovens autores portugueses.


créditos : António Manuel Venda

Entretanto, os alunos foram interagindo com o autor António Manuel Venda pela internet, via o site em que o escritor ia pubicando uma história online : Os Papagaios da Roda Gigante : uma aventura de Zeca Zãngão.

Nas aulas de Língua Portuguesa, continuávamos a leitura do conto A Chegada Tardia do Macaco e, a partir da leitura, os alunos iam sendo motivados a desenvolver várias actividades de escrita criativa.




Versão ilustrada alunos

Surgiram actividades divertidas e muito criativas. Na aula, tínhamos acesso a um computador muito velhinho, mas que nos permitia fazer pesquisas, comunicar com o autor através do blogue que mantinha na altura (2000-2001) à medida que o projecto avançava. 

As actividades foram publicadas no sítio web da escola, posteriormente retiradas, sem que pudesse guardar os ficheiros das mesmas.



Versão ilustrada alunos

Propus depois às professoras de EVT que os alunos ilustrassem o  livro, contendo as diferentes versões que criaram nas actividades de escrita criativa. Esta imagem faz parte de uma das conclusões diferentes da do livro.

E para culminar, como agradecimento ao escritor, depois de saber que gostava de  música francesa dos anos 80, propus à professora de Ed. Musical que preparasse com os alunos a interpretação de "Tous les garçons et les filles de mon âge" de Françoise Hardy.*



Cover | Vogue

A "Conversa com o Jovem Escritor" foi muito animada, os alunos puseram questões muito assertivas que causaram a admiração e até um certo divertimento a António Manuel Venda. Este respondeu a todos com afectividade e boa disposição.

No final, cada delegado de turma ofereceu a ilustração do conto feito pela sua turma devidamente encadernada com apoio das professoras.




Foto: ©GS

Grupo alunos & Professora Música
Biblioteca escola

Foi então que um grupo de alunos dirigidos pela professora de Música interpretou (instrumentos e voz) a canção de Françoise Hardy como agradecimento ao escritor. Devo dizer que a interpretação foi perfeita. 
A letra em francês foi trabalhada nas aulas de Língua Portuguesa, como introdução à Língua Estrangeira.

António Manuel Venda não contava com esta surpresa e ficou deveras agradado.

Foi um dos primeiros projectos transcurriculares da escola. E foi um sucesso.


Ao escritor António Manuel Venda os alunos agradeceram a simpatia  e afabilidade bem como a disponibilidade de se deslocar de Lisboa ao Porto.

Professora Coordenadora:
Gina Souto | Língua Portuguesa | Francês LE

Professoras Colaboradoras:

Ana Paula Neves | Educação Musical
Luisa Barbosa e Alcinda Mota | Educação Visual e Tecnológica

Juin 2002

G-Souto


16.10.2012
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Actualizado em 21.11.2014



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Tuesday, April 15, 2008

HCA - Jubileu 1805-2005 : actividades currículos Língua Portuguesa







Hans Christian Andersen 1805-1875
Biblioteca Nacional Virtual
http://purl.pt/

De 02 de Abril a 06 de Dezembro de 2005, decorrem em todo o mundo as comemorações do Bicentenário do nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, celebrizado pelos seus contos para crianças.

O governo da Dinamarca e a Fundação Hans Christian Andersen levaram a cabo uma série de eventos que visaram dar a conhecer toda a versatilidade do autor.

Andersen escreveu contos de fadas, autobiografias, romances, peças de teatro, poesia, crónicas de viagem. No seu deambular por vários países da Europa, Andersen visitou Portugal em 1866.

A Biblioteca Nacional apresentou uma Exposição de grande rigor histórico e literário sobre Hans C. Andersen 1805-1875 que esteve patente de 3 de Março a 14 Maio 2005. Poderá continuar a visitar esta exposição, mas na Biblioteca Virtual.





Arredores de Lisboa (gravura da época)
http://purl.pt/

“De madrugada estávamos em Lisboa. O rio Tejo alargava-se, formando como que um lago.”

H.C. Andersen, Uma visita em Portugal em 1866, 
Ed. Gailivro, 2003, trad. Silva Duarte




Hans Christian Andersen
http://hca.museum.odense.dk/




Hans Christian Andersen Center | Denmark

http://www.andersen.sdu.dk/


Alunos das turmas 6 E|G juntaram-se aos milhares de jovens estudantes que por todo o mundo leram e releram a obra de Hans Christian Andersen e participando em actividades multiculturais.

Área curricular de Língua Portuguesa

Actividades desenvolvidas:



  • Biografia em Língua Portuguesa e Inglês LE; -Contos tradicionais-leituras e opiniões;
  • "O Fato Novo do Imperador" Hans Christian Andersen e «"O Pajem não se cala" António Torrado (em leituras comparadas);
  • Criação de contos;
  • Blog HCA*



Hans Christian Andersen 1805-1875

Todas as actividades tiveram como base o prazer da leitura. Serviram depois de motivação ao estudo da Narrativa, à apropriação de técnicas de escrita criativa, aquisição de técnicas de pesquisa,  recolha e tratamento de informação.


Turmas G | E 6º Ano

Língua Portuguesa



G-Souto

2004-2005

Creative Commons License


* O blogue HCA chegou a ser criado por um grupo de alunos, mas foi depois desactivado em virtude da saída dos alunos da escola (mudança de ciclos e de escola)

Wednesday, March 5, 2008

Historias inspiradas em Paula Rego II





War | Paula Rego
quadro inspirado guerra Iraque

http://www.tate.org.uk



Um Exército de Robôs*

Um dia, num país desenvolvido, houve a ideia de serem criados robôs que pudessem formar um exército para conquistar outros países. Pesquisadores e cientistas trabalharam de dia e de noite, até que ao fim de um ano, o exército de robôs em forma de lobos, estava pronto. Não faltava o mais pequeno pormenor! Armas, tanques, fardas... e tudo o mais que um exército verdadeiro tem.


Agora, era só decidir qual o primeiro país a atacar! Depois, fazer o exército seguir para lá. E assim aconteceu! O país escolhido foi o Iraque. Quando os robôs lá desembarcaram, não perderam tempo. Como lobos esfomeados atacaram logo os soldados desse país, que curiosamente eram também robôs, mas estes tinham a forma de coelhos. Apanhados de surpresa, os coelhos-soldados, ficaram muito danificados: uns sem patas, outros sem pernas, e alguns, até com o sistema de contrôlo completamente avariado.

Entretanto, os lobos-soldados decidiram fazer uma pausa para carregar as baterias. E os coelhos-soldados aproveitaram para carregar também as suas! Prepararem-se o melhor possível para a luta que poderia demorar muito tempo... Assim aconteceu! Os robôs-soldados iam-se desfazendo, ora os soldados-lobos, ora os soldados-coelhos, sem que nenhum dos exércitos ganhasse esta guerra. Os proprietários das fábricas de soldados iam fazendo mais e mais robôs, porque nenhum país queria perder.

Apesar dos lobos-soldados serem mais fortes, os coelhos-soldados eram mais ágeis e como estavam na sua terra, tinham mais e melhores esconderijos.
Só que um belo dia, cansados de tanta guerra, e com saudades da paz, os dois exércitos de robôs decidiram contrariar as instruções dos seus comandos e parar de vez com os ataques!

Os soldados-lobos baixaram os braços e exigiram voltar ao seu país. Os soldados- coelhos exigiram voltar ao tempo em que apenas vigiavam as ruas das cidades e eram respeitados pelos habitantes do seu país. 

E assim, homens, mulheres e crianças puderam passear de novo em tranquila paz pelas ruas dos seus países.

Marta Xavier, 11 anos
6E | Março 2005
(história inspirada no quadro War de Paula Rego, visita de estudo a Serralves, Outubro 2004)

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Tuesday, March 4, 2008

Histórias inspiradas em Paula Rego III




War | Paula Rego

quadro inspirado guerra Iraque

Um Sonho Mau*
A coelhinha Melanie deitou-se. Já era tarde, passava das onze horas. Mas, naquela noite não sabia o que tinha. Dava voltas e mais voltas na coelheira e o sono não chegava.

Ao seu lado, a mana Nini, a mana Mimi, e a sua mamã dormiam a sono solto. Fechou mais uma vez os olhos, e resolveu contar carneirinhos: Um, dois, três, quatro... finalmente, o sono estava a chegar!

- Mas… o que se passa?! Pum, pum, pum… O que é isto? São foguetes, são tiros, são bombas?!
Melanie vivia num país distante, chamado Iraque, na cidade de Falujah. O país estava em guerra, ouvia-se o rebentar das bombas. Melanie está cheia de medo. Aflita, começa a gritar:
- Mãe, mamã! Vamos fugir! Salva-me! Eu não quero morrer! Por favor mãe... socorro, socorro!!
A mãe coelha, mais as três filhotas coelhinhas Melanie, Nini e Mimi, corriam, corriam, sem saber para onde ir, o medo tomara conta delas. Olharam em volta, e o que viram elas?! Um bebé caído por terra, parecia morto, estava sozinho...
- Onde estaria a mãe? Onde estaria o seu pai? Onde estaria a família?!

Perto delas, um cão enorme, de cor castanha, com ar de mau atacava uma formiga. Mas elas repararam que era uma formiga diferente das outras! Era uma formiga gigante e não parecia ter medo do cão, apesar do ar feroz que tinha e dela não passar de uma formiga.
- Estranho! Uma mulher vestida de soldado levava um pau para se defender - porque as mulheres desse país também costumavam ir para a guerra.

Mais adiante, uma mulher idosa que parecia moribunda, estava a ser atacada por um pássaro enorme e medonho...

- Será uma águia? Um abutre? - Melanie não consegue distinguir.

Viu também uma gaivota que parecia muito assustada e quase a dar o ultimo suspiro. Naquele instante, Melanie dá um grito de dor:
- Mãe, ai o meu pé! Que dor!
Melanie, na correria louca, tinha caído, e torcera o pé, sem dar por isso.
Felizmente que a mãe estava por perto! Pegou em Melanie ao colo, enquanto a seu lado, a mana Mimi a olhava aterrorizada, e a mana Nini limpava as lágrimas.
- Será que também elas vão morrer? Parecia ser tudo que as esperava...
De repente, fica tudo muito, muito escuro, o céu com aquele azul carregado, quase negro, e via-se muito fumo. O barulho do rebentar das bombas tornava-se ensurdecedor. Ouviu-se mais uma vez - Pum, pum, pum…
Melanie gritou, gritou... até que acordou em sobressalto. Ainda ouvia os seus gritos! Olhou em volta, assustada e confusa.
Qual o seu espanto ao ver que afinal estava na sua coelheira, e tudo estava bem calmo.
Melanie
vive em Portugal. Afinal, não passara de um sonho mau! Respirou feliz:
- Ufa! Que alívio!

Ana Crespo, 11 anos

6E | Março 2005

(história inspirada no quadro War de Paula Rego, visita de estudo a Serralves, Outubro 2004)

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